Depois de uma noite de abertura carregada de sentimento ao prestar homenagem a José Wilker, a emoção continua dando o tom da 42ª edição do Festival de Cinema de Gramado (RS). Dentro e fora das telonas.
O ator brasileiro de maior sucesso em Hollywood atualmente não conteve as lágrimas ao receber o Troféu Cidade de Gramado pela sua importância no cinema. “É um privilégio estar aqui e ver essa viagem no tempo do que mais amo fazer na vida”, disse ao dedicar o prêmio com as pessoas com quem trabalhou em seus 20 anos de carreira.
“É o acúmulo do caminho que percorri e dos riscos que assumi. Preciso aprender a me controlar. Acima de tudo, além de ser muito gratificante receber esse reconhecimento, para mim é muito incentivador. Vale a pena acreditar”, continuou o ator de Carandiru e de Bicho de Sete Cabeças arrancando palmas da plateia do festival, que vai até 16 de agosto.
Pracinhas
A segunda noite no Palácios dos Festivais na cidade gaúcha também causou comoção com a exibição do longa A Estrada 47, drama protagonizado por Daniel de Oliveira e Júlio Andrade que descreve as aventuras de um grupo de pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) tentando sobreviver às agruras dos gelados campos de batalha italianos durante a 2ª Guerra Mundial (1939-1945).
“Queria humanizar a história desses garotos. Ouvia sobre eles quando era pequeno, mas tinha um ufanismo ali que não me interessava. O lado humano era mais importante, foi isso o que eu quis passar. Falar do Brasil, desse encontro diferente e quase impossível”, resumiu o diretor Vicente Ferraz (Soy Cuba – O Mamute Siberiano). Baseada em fatos reais, a co-produção Brasil, Itália e Portugal é um despretensioso e belo retrato de um episódio que pouca gente conhece da história brasileira.
» A jornalista viajou a convite do festival