Anitta lançou ontem o álbum “EQUILIBRIVM II”, continuação do projeto iniciado em abril de 2026. O nono disco de estúdio da cantora amplia a proposta apresentada no primeiro volume ao explorar temas como amor, espiritualidade, ancestralidade e identidade brasileira por meio de uma sonoridade que atravessa diferentes ritmos nacionais.
O trabalho reúne participações de nomes consagrados e representantes da nova geração da música brasileira, como Maria Bethânia, Alceu Valença, Mart’nália, MC Tha, Alexandre Carlo, Mestrinho, King Saints, Los Brasileros, Katú Mirim, Letícia Fialho, Brô MC’s, Kbrum e Grupo Ofá.

Além do álbum, o lançamento é acompanhado por um curta-metragem musical que transforma as canções em uma narrativa audiovisual. A produção estreou no especial “TVZ Esquenta – Especial Equilibrium II”, no Multishow, e chega ao YouTube da artista à meia-noite desta sexta-feira (24).
“Me coloquei inteira nesse disco. Quem ouvir vai perceber isso. São músicas que têm muito da minha espiritualidade, da minha visão de mundo, das brasilidades que me encantam e pitadas autobiográficas também. Cada escolha, tanto musical quanto visual, tem intenção aqui. Tenho muito orgulho do que estamos entregando”, afirma Anitta.
Musicalmente, “EQUILIBRIVM II” percorre gêneros como funk, samba, bossa nova, reggae e forró, reforçando o diálogo entre diferentes tradições da música brasileira. Ao longo das faixas, a cantora une artistas de diferentes gerações e estilos, aproximando nomes históricos da MPB de vozes contemporâneas.

O disco é aberto por “Você Já Sabe”, faixa que combina elementos do candomblé com o funk e faz referência às entidades Exu e Pombagira. Segundo Anitta, a música estabelece uma ligação direta com “Meia-Noite”, presente no primeiro volume do projeto.
Entre os destaques da primeira parte do álbum está “Sem Pressa”, parceria com MC Tha inspirada no ritmo ijexá, que propõe uma reflexão sobre desacelerar e valorizar o presente. Já “Abre Caminho”, ao lado de Alexandre Carlo, aposta no reggae para falar sobre relações mais livres e respeitosas, enquanto “Tudo Isso” segue a mesma influência musical em um tom mais introspectivo.
O forró ganha espaço em “Não Me Cutuca”, gravada com Alceu Valença, e em “Eu Não Sou Santa”, parceria com Mestrinho que homenageia Nossa Senhora Aparecida e aborda a fé popular brasileira.
A religiosidade de matriz africana também ocupa posição central no projeto. Em “Ogum Me Rodeia”, Anitta divide os vocais com Maria Bethânia e Letícia Fialho em uma canção dedicada ao orixá Ogum, enquanto “Feitiço”, com Mart’nália, incorpora um ponto de Exu à composição. Já “Contemplação”, parceria com o Grupo Ofá, apresenta versos em iorubá e foi apontada pela cantora como sua faixa favorita do álbum.
As referências à ancestralidade seguem em músicas como “Deus Mãe”, ao lado de King Saints, que celebra a força feminina transmitida entre gerações, e “OKÊ”, faixa de encerramento que homenageia os povos indígenas ao reunir Katú Mirim, Brô MC’s e elementos do funk e da música eletrônica.

O funk, gênero que marcou o início da carreira da artista, retorna em “Sal Grosso”, música inspirada em rituais de proteção e limpeza espiritual, e em “Divino Sexual”, que relaciona sensualidade e espiritualidade a partir de conceitos do tantra. Já “Ponta do Pé” presta homenagem às gafieiras cariocas e à tradição da dança de salão.
O lado mais pessoal de Anitta aparece em canções como “Pra Você Gostar de Mim”, construída sobre referências à trajetória de Carmen Miranda, e “Respira”, na qual a cantora revisita episódios de sua carreira e reflete sobre os desafios enfrentados como mulher no mercado musical.
Curta amplia narrativa do álbum
A obra dá continuidade à narrativa iniciada no primeiro álbum e transforma as músicas em uma experiência cinematográfica, reunindo personagens ligados às tradições afro-brasileiras, religiosidade popular, cultura indígena e diferentes manifestações da identidade brasileira.
Ao longo do filme, Anitta interpreta diferentes versões de si mesma e incorpora referências que vão de Carmen Miranda às pombagiras, passando por elementos do candomblé, do tantra e da cultura popular. A produção ainda conta com participações de nomes como Elisa Lucinda, Pai Rodney William Eugenio, Thai de Melo, Mac Suara, Valéria Barcellos e integrantes do Brô MC’s.
Segundo a cantora, a proposta é encerrar a narrativa celebrando liberdade, ancestralidade e autoconhecimento, conceitos que atravessam todo o universo de “EQUILIBRIVM II”.