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Mostra com filmografia completa de Coppola estreia amanhã no CCBB e no Cine Brasília

Arquivo Geral

24/06/2015 6h00

Lúria Rezende

Especial para o Jornal de Brasília

Francis Ford Coppola redefiniu as bases estéticas do cinema norte-americano nas décadas de 1970 e 1980. De seus 76 anos de vida, 55 deles foram dedicados à sétima arte. Ao longo dessa jornada ele assinou grandes clássicos como a trilogia Poderoso Chefão (1972, 1974 e 1990) e Apocalipse Now (1979). Os fãs do cultuado diretor têm a chance de conferir toda sua obra, a partir de amanhã, no Centro Cultural Branco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul).

Para o curador Paulo Ricardo de Almeida, a mostra Francis Ford Coppola: O Cronista da América é uma oportunidade para as pessoas conhecerem trabalhos singulares do cineasta. “É a primeira vez que é oferecida toda a filmografia do Coppola em um evento. Alguns são filmes muito raros como Jardim de Pedra e Caminhos do Arco-Íris. Muitos deles não passam no País desde que foram lançados. É conhecer um Coppola além de O Poderoso Chefão”, destaca.

O festival apresenta 25 longas de ficção em 35 mm, em DCP e em digital, como Agora Você é um Homem (1966), O Homem que Fazia Chover (1997), Tetro (2009); além de dois documentários em tributo ao diretor. Uma novidade no formato da mostra é que ela será exibida simultaneamente no CCBB e no Cine Brasília. Para a abertura, logo mais às 19h, haverá uma grande festa no hall do Cine Brasília, com apresentação das gêmeas DJs Telma e Selma. Na telona, Virgínia (2011), mais recente filme de Coppola, além de show com a banda brasiliense de pop rock Sexy Fi.

Fracasso de bilheteria

Avesso a seguir imposições dos estúdios de Hollywood, o diretor costuma financiar as próprias produções, condição que lhe garante maior liberdade criativa, mas também o coloca em situação de risco financeiro. Algo que aconteceu logo depois de lançar, em 1981, O Fundo do Coração, filme que foi fracasso de crítica e bilheteria e que, por consequência, o obrigou a fechar o Zoetrope Studio. Um prejuízo tão grande que quase o levou à falência.

Bancar os próprios projetos “dá a Coppola a liberdade para fazer esse cinema autoral, megalomaníaco. Ele sai da zona de conforto e do senso comum, sempre em busca de algo novo”, enfatiza Paulo Ricardo. O curador destaca ainda que esse ímpeto de Coppola vem desde quando ele fazia filmes sob contrato. “Outro traço marcantes dele é a imposição de seu olhar na hora de dirigir”, completa.

Começo de tudo e várias premiações

Francis Ford Coppola nasceu em Detroit, mas foi criado no bairro do Queens, em Nova York. Na cidade, em 1955, ingressou na Hofstra University, onde cursou cinema. Mudou-se depois para Los Angeles, indo estudar na Universidade da Califórnia (Ucla). Nessa época, foi assistente do famoso diretor Roger Corman numa série de filmes de baixo orçamento.

Em 1963, dirigiu sua primeira fita, Dementia 13. No mesmo ano, casou-se com Eleanor Coppola, com quem teria quatro filhos. Nos anos seguintes, colaborou em vários roteiros, inclusive na adaptação de um texto do dramaturgo Tennessee Williams. Em 1969, Coppola e George Lucas criaram a produtora independente American Zoetrope. Em 1970, o roteiro adaptado de Coppola para o filme Patton foi indicado ao Oscar.

Nascia então um gigante das telonas. Coppola acumula 14 indicações ao Oscar – sendo vencedor em cinco delas. Foi premiado quatro vezes em Cannes, com duas Palmas de Ouro, além de angariar Globos de Ouro, Camera Berlinale, dentre muitos outros.

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