
Morreu ontem o premiado escritor e ensaísta italiano Umberto Eco, aos 84 anos. A notícia foi publicada pelo La Repubblica. A causa da morte, contudo, não foi revelada. A informação foi confirmada pela família. No entanto, até o fechamento desta edição, ainda não havia sido divulgada a causa de sua morte. Segundo informações do jornal, a família de Eco disse que ele faleceu às 22h30 (horário local) em sua residência.
Escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo, Eco é mundialmente conhecido pelas obras O Nome da Rosa (1980), Pêndulo de Foucault (1988) e O Cemitério de Praga (2010), além de ensaios O Problema Estético (1956), O Sinal (1973), Tratado Geral de Semiótica1975) e Apocalípticos e Integrados (1964), referência nos cursos de comunicação em todo o mundo.
O clássico O Nome da Rosa foi adaptado para o cinema em 1986, por Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery como o frade franciscano Guilherme de Baskerville e Christian Slater como o noviço Adson von Melk.
Eles investigam uma série de crimes que assolam uma abadia medieval no século 14. Contra a resistência de outros religiosos, em período no qual o riso era considerado um pecado, eles descobrem a razão por trás dos assassinatos: uma biblioteca com obras não aceitas pela Igreja.
Semiótica
Além dos diversos romances de sucesso, Umberto Eco escreveu vários ensaios sobre a semiótica, a estética medieval, linguística e filosofia.
Nascido em Alexandria, em 5 de Janeiro de 1932, Umberto Eco foi um semiólogo, filósofo e escritor prolífico. Em 1988, fundou o Departamento de Comunicação da Universidade de San Marino. Em 2008, se tornou professor e presidente da Escola Superior de Humanidades, da Universidade de Bolonha.