Marcus Vinicius Leite
Especial para o Jornal de Brasília
O grupo Gamp não limita seu som. Não é só blues, nem indie ou pop. É tudo junto e misturado. Com um nome que surgiu de uma espécie de brainstorm, com o quesito de que fosse único e despretensioso, a banda mineira corre os computadores do País desde o fim de 2014. E, agora, lança seu primeiro disco, Keep Rockin.
Em entrevista ao JBr., o guitarrista Matheus Ribeiro explica que, no início, tocavam um som comum, com influências de bandas com propostas parecidas. “Ouvíamos muito Tianastácia, por exemplo”. Mas, com o tempo, vendo as bandas de BH, viram que podiam fazer uma coisa diferente, uma coisa mais deles mesmo, algo incomum.
Ao encontrar as definições, eis que nos deparamos com algo sonoro: guitarra falantes e vozes que ecoam sob a alcunha de algo com significado. Ao encontrar o inconformismo da cena local, a trupe – formada ainda por Bernardo Viana, Bidu Dequech, Lucas Bastos e Euclydes Bomfim – apresenta uma inquietação adolescente: serem ouvidos, por bem ou por mal.
Liberdade
Ribeiro afirma que o apego a nenhum estilo fez com que a liberdade criativa da banda se tornasse evidente. “A identidade própria da Gump faz com que não fiquemos presos a nenhuma corrente do rock, podemos experimentar de tudo”, diz.
Dá para se convencer de que esse disco é sobre grandes heranças ao ouvir Recomeçar, por exemplo, que traz o refrão guardado no fundo do peito – a ponto de ensenrolar o nó que esses cinco mineiros herdaram. E que estão passando para frente, com as devidas digitais.
Gump construiu, sem planejar, uma estratégia própria de fascinação. Com letras corriqueiras e de simples associação com a vida mediana, ao mesmo tempo tão plausíveis e tradutoras de vontades, desesperos e saudades de verdade, encaçapam fãs de “a” a “z”, até mesmo mineiros.