Lúria Rezende
Especial para o Jornal de Brasília
Quem nunca brincou o jogo do copo na adolescência que atire a primeira pedra. Sucesso entre uns, polêmica entre outros, as brincadeiras que mexem com o sobrenatural e arrancam sustos se alastram com ainda mais rapidez em tempos de internet. Mania do momento, o desafio da caneta Charlie-Charlie é viral, sendo um dos tópicos mais comentados nas redes sociais, com direito a vídeos e postagens no mundo inteiro.
Muita gente pode não saber, mas Charlie é o personagem de um filme distribuído pela Warner Bros. Pictures chamado A Forca. O que pode ser apenas um teaser da produção tomou uma proporção muito maior do que se esperava.
Previsto para chegar às telonas em 30 de julho, o longa é produzido por Jason Blum, responsável por longas como Atividade Paranormal e Sobrenatural, todos com o mesmo perfil de baixo orçamento. A montagem é estrelada por Cassidy Gifford (Deus Não Está Morto), Ryan Soos (Quando a Noite Vem), Reese Mishler e Pfeifer Bown. Na direção, Chris Lofing e Travis Cluff.
A película retoma o estilo de falso documentário para contar a história de um grupo de estudantes que decide reencenar uma peça trágica 20 anos após um grave acidente. Logo, eles percebem que o desastre pode acontecer mais uma vez.
Filmes que assustam de verdade por terem um estilo mais “realista” não são novidade. Em 1980, o filme Holocausto Canibal foi pioneiro na técnica em fazer tudo parecer real, imitada anos mais tarde por A Bruxa de Blair, fenômeno nas bilheterias em 1999. O subgênero prolifera, e até irrita, nos dia de hoje. O exemplo mais recente é a franquia Atividade Paranormal, outro grande sucesso de bilheteria.
Brincadeira causa polêmica nas escolas
No fim do mês passado, alunos da Escola de Tempo Integral José Carlos Mestrinho, localizada no Sul de Manaus, passaram por um sufoco por causa do Charlie Challenge. Após o “ritual” de invocação do espírito, estudantes de todo o colégio teriam passado mal e acabaram sendo socorridos. O Conselho Tutelar foi chamado para apurar a denúncia.
Esta semana, um aluno de uma escola pública de Dourados, interior de São Paulo, teria entrado em pânico quando participava do jogo.
Como jogar
A brincadeira consiste em sobrepor dois lápis no formato de uma cruz sobre uma folha de papel dividida em quatro partes, duas delas com a palavra sim, duas, com a palavra não.
Na sequência, o jogador pergunta: Charlie, você está aqui? Se o lápis mexer sozinho, inicia-se o jogo que acaba aterrorizando, de verdade, a maioria dos professores de escolas dominadas pelo jogo. O Viva não se responsabiliza por eventuais contatos com o além.