Filmes sobre as dúvidas a respeito da hora de subir ao altar são comuns e servem de pano de manga para muitas comédias. O Casamento de May, exibido na última edição do Paulínia Film Festival, se diferencia um pouco entre tantas produções porque a diretora, roteirista e atriz protagonista Cherien Dabis levou os clichês do gênero para outro país.
Na trama, May Brennan é uma escritora de sucesso que mora em Nova York. Ela decide voltar para sua cidade natal na Jordânia para preparar seu enlace. O problema é que sua mãe (interpretada pela ótima Hiam Abbass, de Lemon Tree) é evangélica e contra a união, visto que o noivo é muçulmano.
Entre pitacos e indiretas, o roteiro mostra as confusões e questões familiares de May, que chega disposta a se casar e, aos poucos, começa a entrar em crise sobre o que realmente quer fazer da vida.
Tramas
O destaque da história vai para as tramas paralelas. As duas irmãs de May, cada uma com sua personalidade marcante, trazem humor e drama para o roteiro, que não se sustentaria apenas se tivesse foco na protagonista.
Também no elenco está o ator norte-americano Bill Pullman, que interpreta o pai de May. Divorciado, ele atualmente vive com outra mulher, enquanto a ex se dedica à religião e em tentar controlar o destino das filhas. Entre erros e acertos, O Casamento de May se sai bem e é uma alternativa leve e competente para os filmes estrangeiros que são lançados nos cinemas brasileiros.
saibamais
O Casamento de May é uma coprodução entre os países Jordânia, Quatar e Estados Unidos.
Foi o longa-metragem de abertura do Festival de Sundance de 2013 e também foi exibido no Dubai International Film Festival do mesmo ano.