A talentosa atriz Marion Cotillard protagoniza o longa-metragem Era Uma Vez em Nova York, dirigido por James Gray (Amantes). Trata-se de um clássico melodrama ambientado em 1921. A francesa interpreta a polonesa Ewa Cybulska. Para fugir da guerra e encontrar o sonho norte-americano, a personagem viaja com a irmã Magda (Angela Sarafyan, de A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2) rumo aos Estados Unidos.
Mas alcançar a felicidade não é algo tão simples para a heroína. Ao desembarcar do navio, ela é separada da irmã, que é internada em quarentena por causa de uma tuberculose. Prestes a ser despachada novamente para a Europa, Ewa recebe a ajuda do charmoso Bruno Weiss (Joaquin Phoenix), que lhe cede um quarto e emprego numa casa noturna. Desconfiada das intenções do homem, ela se empenha em juntar dinheiro para pagar o tratamento da irmã.
Os elementos dramáticos funcionam bem. O filme tem uma fotografia amarelada, com uma direção de arte caprichada, que cumpre o papel de promover uma viagem no tempo. Tudo parece mesmo muito antigo, como não poderia deixar de ser numa produção desse naipe. Ewa consegue cativar o público logo no início. Ela é frágil, triste e disposta a tudo para proteger o que resta de sua família. O roteiro fica mais interessante quando aparece o mágico Emil (Jeremy Renner), que logo se apaixona por ela.
Triângulo amoroso
É desenvolvido, então, um triângulo amoroso que vai além do amor. A gratidão e os interesses também entram em jogo, o que faz o coração da mocinha ficar dividido entre os dois homens. Todos eles deixam transparecer defeitos e qualidades, sendo que Bruno consegue assumir bem a figura de vilão muitas vezes, graças ao temperamento explosivo.
Era Uma Vez em Nova York, que poderia muito bem ser lançado como A Imigrante, tradução literal do título original, é um bom filme que nos faz pensar nas dificuldades de muitas pessoas que deixaram sua terra natal à procura de melhores condições de vida. Também é um conto sobre a força de vontade e otimismo sobre quem não desiste de ser feliz.
Muitas lágrimas
A francesa Marion Cotillard já pode ser considerada uma especialista em personagens que sofrem. Basta lembrar seu trabalho na cinebiografia Piaf – Um Hino ao Amor , que lhe rendeu um Oscar pela atuação, em 2007, e no intenso Ferrugem e Osso, lançado em 2012.
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