A emoção marcou a pré-estreia de O Último Cine Drive-In na última terça, quando o longa do diretor Iberê Carvalho foi exibido no Cine Brasília. Também pudera. “Eu fiz o filme para quem está aqui”, disse o cineasta antes da sessão.
Com a presença do elenco e ovacianado pela plateia presente no fim da projeção, o filme é um novo exemplo que confirma a boa fase do cinema brasiliense. Foi premiado no Festival de Gramado este mês e também em Punta Del Este.
A trama, como o nome sugere, é sobre o último cinema ao ar livre do Brasil. O local, contudo, não é apenas um espaço para a exibição de filmes. Significa um período de boas lembranças para a família de Marlombrando (Breno Nina).
Reencontro
Devido à frágil saúde de sua mãe, Fátima (Rita Assemany), ele se reencontra com o pai, Almeida (Othon Bastos), que sempre cuidou do cinema. É a doença que faz com que a família desestruturada se reencontre. Uma família com uma forte relação com a sétima arte: um amor que surgiu desde o nome do filho até as memórias registradas em nostálgicos filmes caseiros.
O roteiro não dá muitas pistas do que se trata no começo e tem um início lento, que exige atenção. Mas logo depois, ele deixa claro a temática familiar da história e se desenvolve com um belo drama com pitadas de humor e até mesmo suspense – uma ótima sequência no hospital.
Tecnicamente bem-feito, arranca lágrimas da plateia pela sensibilidade. O elenco inteiro está inspirado e é fácil se afeiçoar aos personagens, principalmente para quem é de Brasília e tem, no Cine Drive-In, um lar para boas memórias. Um filme sobre o cinema e tudo o que fazemos por quem amamos.