Menu
Viva

Longa traz sensibilidade poética

Arquivo Geral

23/04/2015 6h00

O pernambucano Camilo Cavalcante escreveu e dirigiu o belíssimo longa A História da Eternidade. Antes do início da projeção na última edição do Festival de Paulínia, de onde saiu vencedor de melhor filme, o cineasta recitou um poema de João Cabral de Melo Neto, um prelúdio do que viria em seguida: poesia.

O filme conta três histórias que se passam numa cidadezinha do interior do Nordeste: a relação da menina que sonha em conhecer o mar com o tio que tem alma de artista; o delicado romance de um sanfoneiro cego por uma jovem viúva; e a conflituosa tensão entre uma avó e seu neto, que voltou da cidade grande. Todas narrativas são ótimas e formam um mosaico dramático.

 Com fotografia e trilha sonora irretocáveis, o filme consagrou o ator Irandhir Santos (Febre do Rato) como um dos mais importantes atores do Brasil. Mas é impossível não elogiar todo o elenco, com destaque para o trio de protagonistas femininas, com interpretações incríveis.

Mesmo com um lançamento tímido em Brasília, A História da Eternidade merece ser visto na telona. É um título esperançoso num cinema nacional, que parece dar espaço apenas para comédias sem personalidade. Sem dúvidas, um dos melhores lançamentos brasileiros do ano.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado