Menu
Literatura

Marjane Satrapi, autora de Persépolis, morre aos 56 anos

Além do sucesso editorial, ela também construiu uma carreira de destaque no cinema

Redação Jornal de Brasília

04/06/2026 10h56

france oly paris 2024 culture art artisanship

Foto: BERTRAND GUAY / AFP

A escritora, quadrinista e cineasta Marjane Satrapi morreu aos 56 anos. A informação foi confirmada por familiares e pessoas próximas à artista, que era considerada uma das vozes mais influentes da literatura gráfica contemporânea.

Reconhecida internacionalmente pela obra Persépolis, Satrapi transformou sua própria trajetória em um relato sobre a vida no Irã após a Revolução Islâmica de 1979. O livro, lançado inicialmente em formato de história em quadrinhos, conquistou leitores em diversos países ao abordar temas como repressão política, identidade cultural e exílio.

Nascida no Irã, Marjane mudou-se para a França na década de 1990 e mais tarde conquistou a cidadania francesa. Além do sucesso editorial, ela também construiu uma carreira de destaque no cinema. Em 2007, dirigiu a adaptação de Persépolis para as telas ao lado de Vincent Paronnaud. O filme recebeu reconhecimento internacional, incluindo o Prêmio do Júri no Festival de Cannes e uma indicação ao Oscar.

Atuação além da arte

Ao longo da vida, Satrapi tornou-se uma das principais críticas do regime iraniano e participou de mobilizações em defesa dos direitos humanos e das mulheres. Nos últimos anos, esteve entre as personalidades que se manifestaram após a morte de Mahsa Amini, episódio que desencadeou protestos em diversas partes do mundo.

Sua produção artística também ultrapassou os temas ligados ao Irã. Entre os trabalhos mais recentes está Radioactive, longa-metragem inspirado na trajetória da cientista Marie Curie.

Luto após perda do marido

A morte de Satrapi ocorre pouco mais de um ano após a perda do marido, Mattias Ripa, falecido em abril de 2025. Em comunicado divulgado pela família, pessoas próximas afirmaram que a artista enfrentava um período de profunda tristeza desde a morte do companheiro.

Após a perda, ela criou uma fundação dedicada ao incentivo de estudantes estrangeiros interessados em seguir carreira no cinema em Paris. Nas redes sociais, suas publicações passaram a destacar principalmente homenagens e recordações do marido.

Com uma obra traduzida para dezenas de idiomas e uma trajetória marcada pela defesa da liberdade de expressão, Marjane Satrapi deixa um legado que atravessa a literatura, os quadrinhos, o cinema e o ativismo cultural.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado