A literatura infantil produzida no Distrito Federal vai ganhar espaço na 6ª Bienal Internacional do Livro de Brasília, que ocorre de 17 a 23 de agosto, no Museu Nacional da República. Entre os destaques da programação está a mesa “Literatura para as infâncias: os desafios que surgem quando desejamos publicar”, que reúne escritores da cidade para discutir não apenas a criação de histórias destinadas às crianças, mas também os caminhos percorridos por quem busca transformar um texto em livro e fazê-lo chegar aos leitores.
O encontro será realizado na quarta-feira (19), às 19h, no Café Literário, com participação dos escritores Íris Borges, Marina Marquez e Cristiano Paulo. A conversa deve abordar questões relacionadas ao mercado editorial infantil e às diferentes etapas envolvidas na publicação, como edição, ilustração, escolha da editora, distribuição e divulgação.

Para Marina Marquez, jornalista e escritora de literatura infantil, a participação na Bienal representa também uma oportunidade de dar visibilidade à produção literária local. “Poder falar sobre a literatura que fazemos em casa, em uma Bienal que abre espaço para os autores daqui, é muito especial. Existe muita gente escrevendo, ilustrando, publicando e pensando literatura para as infâncias no Distrito Federal. Dar visibilidade a essa produção também ajuda a aproximar autores, leitores, escolas e profissionais do mercado editorial”, afirma.
Autora de Quando a Saudade Aperta, Marina escreve para crianças de 3 a 7 anos. A obra parte de diferentes experiências relacionadas ao sentimento de saudade durante a infância e também estará presente na programação da Bienal.
Ao lado de Marina estarão Íris Borges, escritora de literatura infantojuvenil e presidente do Instituto Casa de Autores, e Cristiano Paulo, escritor de literatura infantil. A proposta é compartilhar experiências de quem acompanha diferentes etapas da produção e publicação de livros destinados às crianças.
Com mais de 50 livros publicados, Íris também fundou a Arco-Íris Distribuidora de Livros, que completa 50 anos em 2026. A trajetória no mercado editorial permite que a escritora acompanhe diferentes transformações na produção e na circulação de livros no Distrito Federal.
“Este encontro poderá ser um momento para respostas a uma pergunta recorrente que recebo: ‘Eu escrevi um livro. E agora, como faço para publicar?’. São muitos detalhes nessa trajetória”, afirma Íris.

A discussão, portanto, parte do momento posterior à escrita e aborda os obstáculos que podem surgir para autores independentes e novos escritores. Além da elaboração do texto, a publicação de uma obra envolve decisões relacionadas à edição, ao trabalho de ilustração, à definição de uma editora, à distribuição e à divulgação, até que o livro alcance seu público.
A mesa também integra a proposta da Bienal de ampliar o espaço dedicado à produção cultural do Distrito Federal. A edição deste ano reúne escritores, artistas, ilustradores, músicos e outros profissionais da região, destacando trabalhos desenvolvidos em Brasília e nas demais regiões administrativas.
Bienal retorna após quatro anos
Depois de quatro anos sem edições, a Bienal Internacional do Livro de Brasília retorna à capital entre 17 e 23 de agosto. A programação será realizada no Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios, com entrada gratuita.
Ao longo de sete dias, o evento reúne escritores, leitores, editoras, educadores e profissionais ligados à cadeia produtiva do livro. A programação inclui literatura, quadrinhos, mercado criativo, educação, música, pensamento e outras manifestações culturais.
Segundo a organização, a expectativa é receber cerca de 30 mil pessoas durante o evento.
Serviço
Literatura para as infâncias: os desafios que surgem quando desejamos publicar
Data: 19 de agosto de 2026 (quarta-feira), 19h
Local: Café Literário — 6ª Bienal Internacional do Livro de Brasília
Onde: Museu Nacional da República — Brasília/DF
Entrada: gratuita