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Literatura

Bienal do Livro de Brasília debate políticas públicas para democratizar acesso à leitura

Mesa reúne representantes do Ministério da Cultura nesta terça-feira (18) para discutir políticas de livro, leitura e escrita e estratégias para ampliar o acesso à cultura

Alexya Lemos

17/08/2026 13h09

bienal do livro

Foto: Divulgação

A 6ª Bienal Internacional do Livro de Brasília (BiLB) promove nesta terça-feira (18), às 15h, a mesa “Um país de leitores: políticas para livro, leitura e escrita”, dedicada à discussão de políticas públicas voltadas à democratização do acesso ao livro e à leitura no Brasil. O encontro reúne representantes do Ministério da Cultura para debater estratégias de ampliação do acesso à literatura e a construção de políticas permanentes para o setor.

Participam da mesa Márcio Tavares, secretário-executivo do Ministério da Cultura; Fabiano Piúba, secretário de Formação, Livro e Leitura do MinC; e Jéferson Assumção, diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da pasta. A conversa será mediada pela jornalista Márcia Witczak.

A discussão parte da ideia de que o acesso ao livro e à leitura está relacionado ao exercício da cidadania. A proposta é abordar o livro não apenas como um produto cultural, mas como um direito que deve alcançar diferentes espaços e públicos, incluindo escolas, bibliotecas, comunidades e regiões periféricas.

Entre os temas previstos está o papel da leitura e da escrita na formação do pensamento crítico, na emancipação social e no fortalecimento da democracia. A mesa também pretende discutir como políticas públicas permanentes podem contribuir para enfrentar desigualdades históricas no acesso ao livro e à cultura.

Um dos exemplos apresentados é o fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Desde 2025, uma parceria entre os ministérios da Cultura e da Educação e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) destinou mais de 2,4 milhões de livros a mais de 4 mil unidades cadastradas. A iniciativa busca ampliar os acervos e fortalecer equipamentos públicos de leitura em diferentes regiões do país.

Outro eixo de atuação envolve a inclusão de bibliotecas comunitárias em empreendimentos do Minha Casa Minha Vida, a partir de diretrizes conjuntas dos ministérios da Cultura e das Cidades. A proposta aproxima o acesso à cultura e à leitura de políticas voltadas à moradia, levando equipamentos de leitura para espaços de convivência das comunidades.

A presença de gestores responsáveis pela formulação e execução de políticas nacionais para o setor coloca em discussão os caminhos para transformar ações de incentivo à leitura em políticas de Estado estruturantes e permanentes. O debate também busca refletir sobre estratégias capazes de alcançar populações que historicamente tiveram menos acesso aos livros e aos equipamentos culturais.

Os participantes

Márcio Tavares, secretário-executivo do Ministério da Cultura, é doutor em Arte pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Historiador, curador de arte e gestor cultural, já dirigiu o Memorial do Rio Grande do Sul e o Arquivo Histórico do estado e coordenou a área de Memória, História e Patrimônio da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul. Também atuou na assessoria da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. Atualmente, exerce ainda a presidência pro tempore do Fórum dos Vice-Ministros e Altas Autoridades de Cultura da Ibero-América.

Fabiano Piúba, secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, é doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor, escritor, historiador e gestor cultural, foi secretário da Cultura do Ceará entre 2016 e 2022 e presidiu o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. No Ministério da Cultura, já ocupou a Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas e atuou como coordenador-geral de Articulação Federativa do programa Mais Cultura. Também foi diretor de Leitura, Escrita e Bibliotecas do CERLALC-UNESCO, em Bogotá.

Jéferson Assumção, escritor e diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, é autor de mais de 20 livros. Doutor em Filosofia pela Universidade de León, na Espanha, também realizou pós-doutorado em Teoria Literária pela Universidade de Brasília (UnB).

A mediação será de Márcia Witczak, jornalista com mais de 25 anos de atuação na produção e promoção cultural. Com trajetória ligada à cobertura de cultura, arte e entretenimento em Brasília, trabalhou na TV Globo Brasília como repórter, editora-chefe e apresentadora do Globo Comunidade, programa que comandou por 11 anos. Também foi editora de Cultura por 20 anos e esteve à frente da Agenda Cultural dos telejornais locais.

Bienal reúne programação gratuita em Brasília

Com o tema “Ler o Amanhã”, a 6ª Bienal Internacional do Livro de Brasília acontece de 17 a 23 de agosto, no Museu Nacional da República. Com entrada gratuita, o evento retorna após quatro anos e reúne literatura, cultura, pensamento, formação e diversidade em uma programação voltada a diferentes públicos.

A programação propõe debates que ultrapassam o universo editorial e discutem o papel do livro, da educação e da cultura na construção do futuro do país. Nesse contexto, a mesa sobre políticas públicas para livro, leitura e escrita integra uma agenda voltada à reflexão sobre os caminhos para ampliar a participação da população no acesso à cultura e ao conhecimento.

Serviço
Mesa: “Um país de leitores: políticas para livro, leitura e escrita”
Data: 18 de agosto de 2026, 15h
Evento: 6ª Bienal Internacional do Livro de Brasília — “Ler o Amanhã”
Local: Museu Nacional da República — Brasília/DF
Entrada: gratuita

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