
Separados, eles são capazes de tirar solos virtuosos de suas guitarras. Juntos, prometem fazer o palco da área externa do Museu Nacional da República (Eixo Monumental) tremer hoje à noite, a partir das 19h30. Lendários guitarristas do Brasil e da capital federal se reúnem em mais de cinco horas de show, numa maratona de solos de guitarra, do rock à MPB, por meio do projeto Brasil Guitarras.
No palco, dez instrumentistas pratas da casa e dez ícones da guitarra nacional vão tocar em dupla e em trio e, para fazer história, os 20 vão reviver – juntos – canções que marcaram suas carreiras e que revelam um pouco da identidade musical brasileira.
Armandinho Macedo, Lanny Gordin, Edgar Scandurra, Frank Solari, Pepeu Gomes, Kiko Loureiro, Luiz Carlini, Marcelo Barbosa, Toninho Horta e Andreas Kisser são os feras de renome nacional e internacional que devem incendiar a praça do Museu logo mais.
Cada qual vai chegar com sua marca, sua importância performática. O representante do Tropicalismo, Lanny Gordin, vai mostrar o seu virtuosismo presente em discos de Gal Costa e Caetano Veloso, ao lado do mineiro e ex-integrante do Clube da Esquina, Toninho Horta. Já o exímio instrumentista baiano Pepeu Gomes, imortalizado com o antológico Acabou Chorare, forma dupla com seu conterrâneo, Armandinho Macedo.
Idealizadora do projeto, a produtora cultural Tereza Rolemberg realça a satisfação em trazer o evento para Brasília. “O repertório desses guitarristas contempla jazz, rock, MPB e músicas de grande simbologia nacional. Haverá ainda um lindo momento em que todos vão tocar Aquarela do Brasil e o Hino Nacional. Será uma homenagem à cidade e ao País”, adianta.
Homenagem
Brasília vai ser reverenciada logo na abertura, realizada em conjunto pelos guitarristas locais Marcelo Barbosa, Toninho Maya, Haroldinho Mattos, Pedro Martins, Marcus Moraes, Alberto Sales, Dillo Daraujo, Kiko Peres, Bruno Mangueira, Vitor Fernandes e Tex.
No repertório, um “pout-pourri” de músicas que remetem à cidade. Dentre elas, Um Telefone é Muito Pouco, Água de Beber e Que País é Esse. “São arranjos que têm uma ligação com Brasília. Água de Beber, por exemplo, foi tocada aqui por Tom Jobim. Será uma loucura ouvir todas as guitarras soando ao mesmo tempo, mas faremos com que fique um som harmônico, em forma de concerto”, garante Dillo.