Eles conciliam os estudos, o futebol, o videogame e outras atividades com o maior prazer que confessam ter: subir ao palco e fazer arte. E não são estripulias. É fazer arte no sentido literal da palavra. Artistas jovens de Brasília iniciam cedo seus estudos em música, teatro, dança e se destacam como prodígios. Exemplos de pequenos talentosos não faltam.
Com apenas 12 anos de idade, o bandolinista brasiliense Ian Coury mostra que sabe dedilhar o instrumento melhor que marmanjos profissionais. Não por menos. Desde os sete anos ele dedica quatro horas por dia ao bandolim e faz cerca de cinco shows mensais em bares e centros culturais de Brasília. E o músico mirim não mede esforços para se aprimorar.
Ian, que está no sétimo ano do Ensino Fundamental, sai direto do colégio para a Escola de Música de Brasília ou para aulas particulares. Isso durante todos os dias da semana. Segundo ele, o importante é se aperfeiçoar e não parar nunca de tocar.
“Já faz parte da rotina e não dá para parar. Quanto mais eu me dedicar, mais convites vou receber. E sinto o maior prazer de subir no palco e ganhar aplausos. Isso me dá um gás para continuar”, destaca, entusiasmado.
Interesse
A música entrou definitivamente na vida de Ian Coury aos seis anos de idade, época que pediu ao seu pai para tocar bateria ou guitarra. “Coisa que moleque gosta”, brinca. No entanto, por sugestão do seu pai, ele foi aprender a tocar um instrumento menor e menos pesado para criança, o cavaquinho. Dali, foi um pulo para o bandolim.
Ele, no entanto, não precisou se formar para atrair olhares tanto do público, quanto de músicos famosos. Já tocou ao lado de Hamilton de Holanda, acompanhou show da cantora Ellen Oléria, fez apresentações no Clube do Choro e no Centro Cultural Banco do Brasil. E por ai, vai.
No repertório, além do bom e velho chorinho, também tem samba e rock. Basta dizer o que o público quer que ele toca com segurança.
Experiências e planos
Além da experiência no teatro, o jovem ator Gabriel Guimarães Morgado participou também de filmes na cidade, como o longa-metragem Síndrome de Pinóquio, dirigido por Thiago Moyses. “Sempre gostei de ser ator. Mas minha mãe fez uma exigência. Para que continuasse, eu deveria tirar notas boas. Por isso, estudo, me divirto quando dá e a noite vou para o teatro”, afirma ele, que quer seguir a profissão e carreira no Rio de Janeiro.