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Jovens brasilienses se destacam na cena local fazendo o que mais gostam

Arquivo Geral

13/08/2014 8h30

Eles conciliam os estudos, o futebol, o videogame e outras atividades com o maior prazer que confessam ter: subir ao palco e fazer arte. E não são estripulias. É fazer arte no sentido literal da palavra. Artistas jovens de Brasília iniciam cedo seus estudos em música, teatro, dança e se destacam como prodígios. Exemplos de pequenos talentosos não faltam.

Com apenas 12 anos de idade, o bandolinista brasiliense Ian Coury mostra que sabe dedilhar o instrumento melhor que marmanjos profissionais. Não por menos. Desde os sete anos ele dedica quatro horas por dia ao bandolim e faz cerca de cinco shows mensais em bares e centros culturais de Brasília. E o músico mirim não mede esforços para se aprimorar.

Ian, que está no sétimo ano do Ensino Fundamental, sai direto do colégio para a Escola de Música de Brasília ou para aulas particulares. Isso durante todos os dias da semana. Segundo ele, o importante é se aperfeiçoar e não parar nunca de tocar.

“Já faz parte da rotina e não dá para parar. Quanto mais eu me dedicar, mais convites vou receber. E sinto o maior prazer de subir no palco e ganhar aplausos. Isso me dá um gás para continuar”, destaca, entusiasmado.

Interesse

A música entrou definitivamente na vida de Ian Coury  aos seis anos de idade, época que pediu ao seu pai para tocar bateria ou guitarra. “Coisa que moleque gosta”, brinca. No entanto, por sugestão do seu pai, ele foi aprender a tocar um instrumento menor e menos pesado para criança, o cavaquinho. Dali, foi um pulo para o bandolim.

Ele, no entanto, não precisou se formar para atrair olhares tanto do público, quanto de músicos famosos. Já tocou ao lado de Hamilton de Holanda, acompanhou show da cantora Ellen Oléria, fez apresentações no Clube do Choro e no Centro Cultural Banco do Brasil. E por ai, vai. 

No repertório, além do bom e velho chorinho, também tem samba e rock. Basta dizer o que o público quer que ele toca com segurança.

Experiências e  planos

 Além da experiência no teatro, o jovem ator Gabriel Guimarães Morgado  participou também de filmes na cidade, como o longa-metragem Síndrome de Pinóquio, dirigido por Thiago Moyses. “Sempre gostei de ser ator. Mas minha mãe fez uma exigência. Para que continuasse, eu deveria tirar notas boas. Por isso, estudo, me divirto quando dá e a noite vou para o teatro”, afirma ele, que quer seguir a profissão e carreira no Rio de Janeiro.

Dedicação recompensada
 
Outro prodígio e “expert” no bandolim é o músico Tiago Tunes. Com 17 anos de idade, ele afirma tocar desde os quatro. Já se somam 13 anos de carreira do jovem, que está ainda em fase de conclusão do 3º ano do Ensino Médio.  Tiago teve sempre uma rotina intensa. Chegou a tocar cerca de 10 horas por dia e alternava as aulas no Clube do Choro com as  particulares. No tempo que sobrava, estudava e fazia outras atividades, como jogar bola e videogame. 
 
Tamanha dedicação o incluiu na roda dos famosos da cidade, como Hamilton de Holanda. Alçou voos  ainda maiores, quando foi chamado para tocar em um festival na França, em outubro do ano passado.
 
“Valeu a pena. E sempre consegui tirar notas boas na escola. Deu para conciliar muito bem. Mas minha paixão, sem dúvidas, é a música”, frisa.
 
Nos palcos
 
Mudando de arte, mas não de talento mirim, Gabriel Guimarães Morgado, 16 anos, já soma 12 anos de carreira como ator. Com apenas quatro aninhos, o menino, quase um “bebê” , assistiu a uma peça da companhia de teatro Néia e Nando e pediu à mãe para fazer teatro. Desde então, nunca mais parou de frequentar a companhia e os palcos da cidade.
 
Serviço
 
Ian Coury & banda  – Sábado, a partir das 13h. No Bierfass do Pontão do Lago Sul – (SHIS QI 10). Entrada franca. Informações: 3248-1519. Classificação livre. 
Ian Coury, Tiago Tunes & banda – Domingo, a partir das 16h30. No Café do Chef (108 Norte).  Entrada franca. Informações: 3222-0021. Classificação livre.

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