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Viva

Jair em dose dupla em novo CD

Arquivo Geral

04/04/2014 8h01

Aos 75 anos, recém-completos, Jair Rodrigues é um expoente do samba. Com mais de 40 álbuns lançados no alto de seus 55 anos de carreira, o músico acaba de adicionar mais um trabalho ao seu currículo. Intitulado Samba Mesmo, o duo de CDs traz regravações de grandes nomes brasileiros, como Noel Rosa, Ary Barroso, Vicente Celestino, Ataulfo Alves, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Gonzaguinha, Martinho da Vila e Roberto Carlos.

Produzido, dirigido e idealizado por seu filho, Jairzinho, o novo projeto – composto por 26 faixas – foi batizado com uma brincadeira feita entre pai e filho.

“Sempre que vou mostrar uma música ao Jairzinho, canto em ritmo de samba. Não importa se é bolero, valsa ou rock.  As canções sempre soam como samba. Nessa hora, ele sempre diz: ‘Isso é samba mesmo, Sr. Jair’. E caímos na gargalhada”, conta o artista, em entrevista ao Jornal de Brasília.

“O que me pedirem, eu canto”

Este mês, Rodrigues começa uma mini-turnê de lançamento do novo trabalho. “É um disco mais regionalizado, para se ouvir com atenção. O público vai levar um susto ao ver Jair Rodrigues subir ao palco sem muita estrepolias”, explica. Apesar disso, os sucessos não devem ficar de lado. ”É difícil um artista consagrado fazer um show sem cantar as músicas amadas pelo público. O que me pedirem, eu canto”, brinca.

Críticas ao mercado

Em meio a tantas regravações de ídolos da música nacional, Jair se queixa por não ter canções das novas gerações da música em seu último trabalho. Para ele, os ritmos feitos atualmente são sensacionais, mas “as letras que fazem sucesso são vazias e deixam a desejar”.

“Na minha geração, as músicas tinham consistência. Agora, as palavras se repetem, não há criatividade. O que significa Lepo Lepo? Ninguém sabe. São coisas assim que fazem sucesso hoje”, critica.

Sobre o fato de o samba andar um pouco esquecido quando o assunto é a nova turma de músicos, ele é categórico: “O samba não está na moda, mas ele continua forte. E nunca deixará de existir”.

Homenagem a uma parceria histórica

Além de um importante colega de palco, Jair dividiu com Elis Regina a apresentação do programa O Fino da Bossa, sucesso da década de 1960. No mês passado, Jair Rodrigues compareceu à estreia do espetáculo  Elis – A Musical, em São Paulo. Durante a montagem, protagonizada por Laila Garin, o artista foi homenageado e reverenciado de pé por todo o elenco e plateia.

A emoção tomou conta do cantor. “Quando me sentei, após chegar um pouco atrasado, colocaram um holofote em mim e todos começaram a me aplaudir de pé. Foi um cena emocionante, que nunca irei esquecer. No fim do musical, fui ao camarim e lá encontrei João Marcelo Bôscoli e Pedro Camargo Mariano, filhos da Elis. Nos abraçamos, conversamos. Foi um momento único”, relembra emocionado.

Serviço
Samba Mesmo 1 e 2
Artista:  Jair Rodrigues
Faixas:  26
Gravadora:  Som Livre
Preço médio:  R$ 49,90

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