“Os peões são peças pequenas do xadrez e não são tão importantes quanto o Rei e a Rainha”. É o que diz a personagem de Abigail Breslin no filme Jogo da Morte, lançamento que pode ser conferido em DVD e Blu-ray. A citação é exatamente o que pode ser dito da trama em questão, pequena e aparentemente sem importância. Dirigido por Mark Young (Os Encurralados), o filme tem apenas um ponto alto: causar incômodo nos espectadores, decorrência do estado de derrota e ociosidade dos protagonistas.
Na obra, Hannah Lee Baker (Breslin) é uma adolescente presa em um submundo de drogas e violência. Ela vive com sua irmã mais velha, Amber (Alex Vega), e seu tio viciado, Donny (Lew Temple). Todos vivem com medo do parente Frank Stinson (Sean Bean), que comanda os negócios ilegais da família. A situação piora quando Amber se apaixona por um traficante de metanfetamina, rival de Frank.
Apesar de o filme ser carregado por Breslin, não parece evoluir. O enredo parece promissor e é preciso reconhecer a analogia interessante da construção do filme com um jogo de xadrez. Chegando ao clímax,no entanto, a montagem tentar resolver tudo em um piscar de olhos, confundindo o espectador com um suspense claustrofóbico e direção preguiçosa. Parado e desnecessário, Jogo da Morte não sabe qual caminho seguir: se é drama familiar ou suspense psicológico.