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Viva

Hamilton de Holanda toca com Ellen Oléria em show beneficiente

Arquivo Geral

27/11/2013 16h30

O Teatro Oi Brasília (Complexo Golden Tulip Brasília Alvorada, SHTN Trecho 1, vizinho ao Palácio da Alvorada) sediará pelo quinto ano consecutivo o show Bandolim Solidário, que em 2013 ocorrerá no dia 14 de dezembro (sábado), às 20h, com renda revertida para projetos desenvolvidos pela Abrace (Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Homeopatias). Os ingressos, a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), estão à venda na bilheteria do teatro (de terça-feira a sábado, das 13h às 19h – mais informações: (61) 3424-7121), pelo site www.teatrooibrasilia.com.br, na loja da Oi (Shopping Iguatemi) e na Biblioteca Demonstrativa (506/507 Sul – mais informações: (61) 3244-3015). 

 

O evento, organizado há 12 anos pela Biblioteca Demonstrativa de Brasília – desde 2012 rebatizada como Biblioteca Demonstativa Maria da Conceição Moreira Salles, em homenagem a sua ex-diretora e mentora desse projeto beneficente -, sempre foi protagonizado pelo bandolinista brasiliense Hamilton de Holanda. E este ano terá como convidados especiais a cantora Ellen Oléria e o violonista Roberto Correa, além de músicos do calibre de Fernando César, José Américo, Pedro Vasconcellos, Leander Motta, Pedro Martins, Tiago Tunes, Fernandinho e Ian Coury. 

 

O projeto Bandolim Solidário tem como co-realizadores, desde 2010, o Instituto Alvorada Brasil e a Abrace. E conta com os  apoios da Abravídeo, Royal Tulip Hotel, Bar do Alemão, Iate Clube de Brasília, Geraloc, RPS Tecnologia para Eventos e Classe A Eventos e Serviços.

 

Sobre Hamilton de Holanda

 

“Virtuoso”, “brilhante” e “único” são alguns dos adjetivos na vida de Hamilton de Holanda, 37 anos, músico brasiliense, nascido no Rio de Janeiro – e lá morando desde 2003 -, que contagia plateias em turnês por todo o mundo, construindo uma carreira de inúmeros prêmios. Ele começou a tocar aos 5 anos e, ao adicionar duas cordas extras (10 no total), reinventou o bandolim e libertou o emblemático instrumento brasileiro do legado de algumas de suas influências e gêneros.  Nos Estados Unidos, a imprensa logo o chamou de “Jimi Hendrix do Bandolim”.

 

Sua maneira de tocar, com velocidade de solos e improvisos, inspira uma nova geração e um novo som. Não importa se é jazz, samba, rock, pop, lundu ou choro. A busca de Hamilton é por uma música focada na beleza e espontaneidade. Diante dele, existe um novo mundo cheio de possibilidades. O importante não é passado, nem futuro, mas, sim, a intercessão entre esses dois.

 

2013 foi um ano agitado para o músico, que lançou três discos: O que Será, Mundo de Pixinguinha e Trio. O primeiro é o registro fonográfico do seu encontro com o pianista italiano Stefano Bollani, um brasilianista de 40 anos. Os dois se conheceram no festival de jazz de Bolzano, norte da Itália, durante o verão europeu de 2009. Bollani já tinha chamado a atenção de Hamilton com uma gravação de Trem das Onze, de Adoniran Barbosa. A cumplicidade foi imediata, e os dois engataram uma série de 20 concertos em 2012. O último, em 17 de agosto, na cidade de Antuérpia (Bélgica), rendeu o álbum. 

 

Mundo de Pixinguinha é um tributo à universalidade do compositor carioca — além de provar a capacidade de Hamilton em se adaptar aos convidados dos diferentes duetos que formam o álbum, tais como o acordeonista francês Richard Galliano, o pianista cubano Chucho Valdés, o trompetista americano Wynton Marsalis e a flautista brasileira Odette Ernest Dias, entre outros.

 

Pesquisador da música brasileira, o cavaquinista Henrique Cazes, 54 anos, esmiúça as qualidades de Hamilton. “Ao dominar o bandolim de dez cordas, em vez das usuais oito, ele ampliou a capacidade do instrumento. Como tem a cabeça aberta, pode tocar com quem quer que seja, usando seu conhecimento técnico para atingir outras linguagens. E, uma vez que estudou composição na UnB, ele vai além da habilidade de execução.” Tal capacidade foi chancelada com a indicação do álbum autoral Trio para o prêmio Grammy Latino. O disco registra Hamilton como solista, acompanhado apenas por baixo e percussão. No encarte do CD, lê-se o mantra do jovem mestre: “Moderno é tradição”.

 

Em sua trajetória de mais de 30 anos, consta o prêmio de melhor instrumentista, por unanimidade, na única edição e nas duas categorias – “erudito” e “popular” – do Icatu Hartford de Artes, em 2001, o que lhe possibilitou viver em Paris pelo período de um ano, dando asas internacionais ao seu trabalho. Em janeiro de 2005, no Midem, principal feira de música do mundo, fez o show de lançamento oficial das comemorações do “Ano do Brasil na França”. E ainda conquistou, com o álbum 1 byte 10 cordas (primeiro CD de bandolim 10 cordas solo do mundo), o restrito título CHOC da mais importante publicação européia de música, a Le Monde de la Musique. Hamilton carinhosamente recebeu da imprensa francesa o título de “Príncipe do Bandolim”. Na Revista Bravo foi chamado de  “Rei”. E de nomes como Hermeto Pascoal, Maria Bethânia, Djavan, Ivan Lins e João Bosco, foi citado como “um dos melhores músicos do mundo”.

 

Tocou também na cerimônia de abertura dos Jogos Para-Panamericanos de 2007 (Rio de Janeiro), na abertura oficial do centenário da imigração japonesa no Brasil (2008), em solenidades para presidentes e autoridades e, recentemente, foi convidado para inaugurar o projeto “Cidade Cultural do Rio-2016”, em Londres. Foi quatro vezes indicado ao Grammy Latino, com Brasilianos (2007), Brasilianos 2 (2008), Flor da Vida (2010) e agora com Trio (2013), concorrendo com nomes como Chick Corea e Belá Fleck. O  Hamilton de Holanda Quinteto foi consagrado pelo Prêmio Tim e pela revista Jazz+ como “melhor grupo” e Hamilton de Holanda, o “melhor performer”. Em 2011 foi indicado às três categorias instrumentais do Prêmio da Música, onde venceu como “melhor solista” com o disco Esperança e “melhor disco”, com Gismontipascoal. Hamilton também compôs a Sinfonia Monumental para os 50 anos de Brasília, projeto que estreou com a Orquestra Nacional da França, em Montpellier, além de ser convidado como solista para diferentes orquestras e projetos.

 

Além disso tudo, já dividiu o palco com Maria Bethânia, Ivan Lins, João Bosco, Seu Jorge, John Paul Jones (baixista do Led Zepellin), Chucho Valdés, Stefano Bollani, Richard Galliano (melhor acordeonista do mundo), Richard Bona, Bella Fleck and the Flecktones e o Buena Vista Social Club. Na sua discografia, constam participações especiais de Maria Bethânia, Djavan, Richard Galliano, Cesaria Évora, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Zélia Duncan, Dona Ivone Lara, Ivan Lins e João Bosco, entre muitos outros.

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