O longa-metragem Um Time Show de Bola, do premiado diretor argentino Juan José Campanella (O Segredo dos Seus Olhos), é um prato cheio para os amantes do futebol e de uma boa animação em 3D. Uma boa opção para ser vista às vésperas da Copa do Mundo.
As características, o linguajar dos jogadores e os novos e velhos costumes no mundo da bola são bem conduzidos na produção de US$ 20 milhões, um valor considerado baixo para um título do gênero – Enrolados, da Disney, por exemplo, custou US$ 277 milhões.
Exibido nos cinemas em 2013, o filme conquistou públicos de diferentes idades, inclusive crianças aficionadas por videogames ultra-modernos e que nunca tiveram contato com um totó (ou pebolim) – jogo tradicional utilizado para narrar a história do simpático e ingênuo e Amadeo, personagem central da história.
Na trama, o protagonista vence uma partida contra um garoto que nunca perde, chamado Grosso. Alguns anos depois, quando cresce, o perdedor se torna um poderoso vilão. Vingativo, ele que quer destruir a cidade onde cresceu. Para evitar que isso aconteça, Amadeo conta com a ajuda de Laura, sua paixão de infância, e dos bonecos de totó, que magicamente ganham vida.
O filme ainda faz reflexões pertinentes, abordando a arrogância de alguns astros do esporte, a ganância de quem deseja construir estádios luxuosos nas cidades e a união – um tanto esquecida no futebol – necessária para vencer um time “imbatível”.
PRIMEIRA E ÚNICA?
Quem já assistiu ao filme e espera novas investidas de Campanella no ramo não deve se animar. Os sete anos demandados para produzir o longa desgastaram o diretor que, embora seja um amante de futebol – uma das cenas mais bonitas e marcantes do vencedor do Oscar O Segredo de Seus Olhos, acontece dentro de um estádio – , não pensa em fazer outra animação pelos próximos anos.
Um Time
Show de Bola
Direção: Juan José Campanella
Roteiro: Juan José Campanella, Roberto Fontanarrosa, Gastón Gorali, Eduardo Sacheri…
Distribuidora: Universal