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Funarte: a sutil arte lúdica dos bonecos

Arquivo Geral

06/12/2014 10h00

Palcos de bonecos gigantes,  mamulengos e atividades relacionadas à arte de encantar por meio do teatro de fantoches. Vindas do Sul e da capital federal. Após passar por Porto Alegre no mês passado, a 1ª Mostra de Teatro de Bonecos do Rio Grande do Sul chega a Brasília para ocupar o Complexo Cultural Funarte (Eixo Monumental), em apresentações gratuitas, de hoje a quarta.

Com o intuito de promover um rico intercâmbio entre artistas e bonequeiros brasilienses e gaúchos, o festival conta com mais de 20 companhias para apresentar a arte dos lúdicos bonecos.

A ideia partiu da iniciativa de produtoras da empresa Cida Cultural, localizada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e ganhou o 1º lugar no edital Movida Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura daquele estado. 

A escolha pelo intercâmbio com Brasília não foi à toa. Os produtores acreditam no forte potencial da cultura popular e do teatro de bonecos  na capital. “Brasília é rica na produção e arte dos bonecos. O projeto surgiu de uma vontade recíproca de nos aproximar por meio de um trabalho profissional e coletivo com os bonequeiros gaúchos”., explica a gestora do festival Cida Herok.

Companhia conhecida por trabalhar com projeções e jogos de sombras, a gaúcha Lumbra vai apresentar o espetáculo Sacy Perere – A Lenda da Meia Noite nesta quarta-feira, às 20h, no Teatro Plínio Marcos. Formada por Alexandre Fávero, Roger Lisboa e Fabiana Bigareça, a companhia mostra o lendário personagem sob outro ponto de vista.

No espetáculo, o saci – grafado com “y” – é projetado no escuro. “Nosso trabalho com bonecos é diferente porque realizamos suas projeções. Na peça, o saci rouba um aventureiro que viaja pelo interior do País. Tudo isso no escuro, nas sombras, causando uma sensação de espanto. A ideia é atrair crianças corajosas e adultos curiosos”, destaca Alexandre, diretor e um dos sombreiros da companhia.

Intercâmbio testado e aprovado
 
Os gaúchos da companhia Anima Sonho apresentam o espetáculo O Ferreiro e o Diabo. No conto, o diretor e bonequeiro Ubiratan Gomes vai mostrar, por meio de máscaras, manipulações diretas e marionetes, a história de um homem que vende a sua alma para o diabo em troca dos prazeres mundanos. Em cartaz nesta terça-feira, às 20h30, na sala Cássia Eller.
 
Os brasilienses também estão felizes com a troca cultural. Presidente da Associação Candanga de Teatro de Bonecos e bonequeiro, Josias Wanzeller passou por Porto Alegre  com a sua companhia Mamulengo Alegria, onde apresentou espetáculo dançante O Casamento de Chiquinha, Muito Prazer, filha do Coronel João Redondo com Tião Sem Sorte. “A moçada do Sul compareceu e entrou de cabeça no universo mágico dos bonecos. Estamos aprendendo e compartilhando conhecimentos”, frisa. Infelizmente, a peça não será apresentada em Brasília.
 
Pé no Nordeste
 
Uma atração do Rio Grande do Norte foi escolhida para representar os nordestinos, ímpares no trabalho com bonecos. O bonequeiro Josivan de Chico e sua companhia encenam hoje, às 17h, o espetáculo História de João Redondo, que tem como herói o escravo Benedito, conhecido pelo nome de Baltazar. Uma lenda que encanta por meio da brincadeira feita com mamulengos
 
Serviço
 
1ª Mostra de Teatro de Bonecos do Rio Grande do Sul –   De hoje a quarta-feira. No  Complexo Cultural Funarte (Eixo Monumental). Entrada franca.  Informações: 3322-2076. Classificação Livre.
 
Sábado (6)
16h – Cia A Divina Comédia/RS (Bonecos de Pau)
17h –  Josivan de Chico/RN – História de João Redondo 
18h –  Cia Pregando Peça/RS – O Macaco Simão 
21h–  Cia Titeritar/DF (Quadrinhos) 
 
 

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