Um dia totalmente dedicado às produções cinematográficas brasileiras. Essa é a proposta do 16º Projeta Brasil, iniciativa da rede de cinemas Cinemark, que acontece hoje, e coloca à disposição do público 28 filmes, exibidos nos 77 complexos da rede, no Brasil, com ingressos a R$ 3.“A ideia é valorizar as produções nacionais”, afirma Bettina Boklis, diretora de marketing da Cinemark.
O público poderá conferir longas como Que Horas ela Volta, da diretora Anna Muylaert; Meu Passado Me Condena 2, Julia Rezende; Los Hermanos, de Maria Ribeiro; A Esperança é a Última que Morre, de Calvito Leal; e Loucas pra Casar, de Roberto Santucci. “São longas lançados entre novembro de 2014 e outubro deste ano. Uma oportunidade para quem não pôde ver da primeira vez”, explica, e completa: “Todos os filmes que estavam disponíveis estão na lista.”
Segundo Bettina, a cada ano a mostra envolve mais os cinéfilos do Distrito Federal, que lota todas as salas de exibição. “A gente chega a receber três vezes o número de frequentadores de uma segunda-feira normal. Já virou tradição. As pessoas esperam por esse dia”, comemora.
Investimento
A diretora de marketing ressalta, ainda, que a renda arrecadada é revertida integralmente em projetos e programas de incentivo à produção brasileira. Desde a primeira edição, a Cinemark vem financiando diversas iniciativas, como o Festival Internacional do Rio. “É a nossa maneira de contribuir. Por isso, os artistas, diretores e toda a classe que realiza cinema apoia o Projeta Brasil”, considera Boklis.
Ponto de Vista
O ator João Pedro Zappa, que protagoniza o longa Boa Sorte, de Carolina Jabor, ao lado de Deborah Secco, vê com bons olhos o projeto. “Eu acho que os cinemas deveriam ser mais amorosos com os filmes nacionais. É cruel que se trabalhe tanto para ver seu filme sair de circuito em uma ou duas semanas”, analisa. E faz um apelo para as demais redes do País. “Se os donos de cinemas abraçassem os filmes brasileiros, dando-lhes mais tempo em cartaz, seria um belo incentivo à formação de mais espectadores da nossa sétima arte.”
Mais que um dia de valorização
O cineasta Iberê Carvalho, diretor do filme O Último Cine Drive-in, conta que ficou muito feliz ao saber que o longa brasiliense voltaria às telonas, mesmo que apenas por um dia. “O filme acabou de sair de cartaz mas, conversando com as pessoas, percebo que muita gente gostaria de ver e não teve chance”, pondera o cineasta.
Segundo ele, a alegria é ainda maior, pois, dessa vez, o filme estará em 570 salas, inclusive, em algumas cidades em que não esteve antes. “Quanto mais gente puder assistir, melhor”, garante.
Iberê destaca, também, que apesar da importância de eventos como esse, para a real valorização do cinema nacional, é necessário muito mais que isso. “O ideal seria termos um equilíbrio nas divisões das salas com os filmes internacionais. A discrepância ainda é enorme”, reflete.
Contudo, o diretor segue realizado com a boa repercussão que a história brasiliense tem tido. “Tanto a crítica especializada, quanto a população em geral tem falado muito bem do filme”. O Último Cine Drive-in acaba de ganhar o prêmio de Melhor Filme no festival de Austin, no Texas (EUA), além de passar por mostras em cidades como China, Moscou, Chicago e, no dia 15 de novembro, irá para Luxemburgo. “A nossa história está reverberando por todos os continentes.”
Em cartaz nesta segunda
Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
Trinta, de Paulo Machline
Irmã Dulce, de Vicente Amorim
Boa Sorte, de Carolina Jabor
Os Caras de Pau, de Felipe Joffily
Loucas pra Casar, de Roberto Santucci
Cassia Eller, de Paulo Henrique Fontenelle
SuperPai, de Pedro Amorim
Meus Dois Amores, de Luiz Henrique Rios
O Duelo, de Marcos Jorge
Entre Abelhas, de Ian SBF
A Estrada 47, de Vicente Ferraz
Sorria, Você Está Sendo Filmado, de Daniel Filho
Metanóia, de Miguel Nagle
Los Hermanos, de Maria Ribeiro
Divã a 2, de Paulo Fontenelle
O Vendedor de Passados, de Lula Buarque de Hollanda
Sangue Azul, de Lírio Ferreira
Qualquer Gato Vira-Lata 2, de Roberto Santucci e Marcelo Antunez
Meu Passado me Condena 2, de Julia Rezende
Carrossel, de Alexandre Boury e Mauricio Eça
Linda de Morrer, de Cris D’Amato
O Último Cine Drive-In, de Iberê Carvalho
Entrando Numa Roubada, de André Moraes
A Esperança é a Última que Morre, de Calvito Leal
Vai Que Cola, de César Rodrigues
Operações Especiais, de Tomás Portella
SOS Mulheres ao Mar 2, de Cris D’Amato