O cineasta Michael J. Gallagher tinha 24 anos quando lançou o interessante A Face da Morte. E a idade do diretor pode ser notada pelo ritmo ágil e a forma como conduz o filme, que fala sobre o comportamento dos jovens na internet. A trama é focada em Ashley (Caitlin Gerard, de A Rede Social), uma adolescente nerd que entra na faculdade e passa a morar com a maluquete Proxy (Melanie Papalia, de American Pie Apresenta: O Livro do Amor).
Ashley é apresentada a um novo mundo, onde viciados em tecnologia fazem festinhas. E é num desses encontros que ela conhece a lenda urbana do Smiley, que diz que se você digitar “Eu fiz isso pela risada” três vezes enquanto estiver conversando com alguém pela webcam, a pessoa morre. Um homem com uma máscara que lembra um emoticon sorrindo aparece e esfaqueia quem está no outro lado do computador.
Medo
Quando a lenda parece ser real e Ashley assiste a vídeos de pessoas sendo assassinadas, o medo passa a fazer parte da rotina da universitária. Caprichando no sustos, A Face da Morte é um típico título do gênero slasher – representado principalmente pela franquia Sexta-feira 13. A influência do longa, a começar pelo próprio pôster, é de Pânico, de Wes Craven, que ressucitou esse tipo de filme nos anos 1990.
O melhor é que, em vez de ser apenas mais uma história onde o que importa é a contagem de corpos, o filme procura trazer para a realidade a tal lenda urbana. O maior mistério do roteiro é a discussão se o Smiley realmente existe. Com muitos elementos e gírias, o filme faz referência aos memes, virais e perigos da internet. Tudo serve de pano de fundo para uma grande crítica sobre a postura assustadora de muitos jovens que se escondem pelo anonimato da web.