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Filme Cidades de Papel valoriza a importância da amizade

Arquivo Geral

09/07/2015 6h00

Com direito a participação na novelinha teen Malhação, da Globo, para promover novo filme inspirado em um de seus livros, John Green, de 37 anos, tem pinta de bom moço e é um dos poucos escritores com status de popstar.  Autor do best-seller A Culpa é das Estrelas, cuja adaptação levou mais de seis milhões de brasileiros ao cinema, o norte-americano dá mais um passo acertado com a estreia da adaptação de Cidades de Papel, lançado por ele em 2008. A nova empreitada deve render mais alguns milhões de fãs ao valorizar a importância da amizade e ensinar que não se deve idealizar pessoas.

“John (Green) descreve os adolescentes como indivíduos complexos, assim como quaisquer outras pessoas”, disse Nat Wolff, protagonista do novo filme, em entrevista coletiva na semana passada, no Rio, ao lado do escritor. Wolff interpretou Isaac, amigo cego dos protagonistas de A Culpa é das Estrelas.

Mais leve e divertido do que o  lacrimejante antecessor, Cidades de Papel, que é dirigido por Jake Schreier (Frank e o Robô), conta a história de Quentin Jacobsen, um garoto nerd que nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola, Margo Roth Spielgelman – vivida pela top model britânica Cara Delevingne. Personagem descolada e popular, ela aparece uma noite na janela do jovem, cujo apelido é Q, e pede a ele que pegue o carro dos pais numa missão: se vingar dos ex-namorado. Bem-sucedido, o plano dá ainda mais esperanças a Q. No dia seguinte, no entanto, Margo some, não sem antes deixar pistas ao novo amigo.

Resta ao rapaz investigar o desaparecimento da menina, o que faz com a ajuda de dois amigos: Radar (Justice Smith) e Ben (Austin Abrams). Responsável pelos momentos mais divertidos da fita, o trio esbanja entrosamento no desenrolar da trama, que se transforma em uma espécie de road movie. Além de arrancar boas gargalhadas, a viagem serve para fortalecer os laços de amizade entre os três garotos que avançam rumo ao amadurecimento. A química entre Wolff, que dá o tom exato ao rapaz de fácil identificação, e Delevingne, que estreia como protagonista nas telonas, também convence sem esforço.

Parte do mérito é da dupla de roteiristas Michael H. Weber e Scott Neustader, que repete a dobradinha bem-sucedida de A Culpa é das Estrelas. Mas o segredo de agradar, em cheio, o gosto dos teens está na frase dita por Nat na coletiva do filme. Green parece entender a alma desse tipo de público como ninguém. Seus personagens são reais, sofrem, se frustram. E aprendem a duras penas que para crescer é preciso bater a cabeça algumas vezes, sem ter medo de viver intensamente.

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