Com uma curadoria muito bem pensada e de qualidade, a 21ª edição do Festival de Vitória contou com cinco dias de programação intensa, que culminaram com a premiação do pernambucano A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante.
Pura poesia e delicadeza, o longa foi o grande vencedor, com os prêmios de melhor filme, melhor direção e melhor interpretação, este último pela atuação impecável de Irandhir Santos. Ao mostrar histórias de amor que transformam um pequeno vilarejo no sertão de Pernambuco, o filme conquistou a plateia, que não poupou aplausos ao final da sessão na última segunda.
O documentário brasiliense Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queiróz (DF), faturou dois prêmios: melhor roteiro e contribuição artística (desenho de som). Na categoria curta-metragem, o troféu de melhor filme foi para O Clube, do carioca Allan Ribeiro.