Um é sinônimo de tradição. O outro, se torna cada vez mais moderno e abrangente. Enquanto a capital está em contagem regressiva para o início do 47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que começa na próxima terça, Vitória se prepara hoje para a cerimônia de abertura da 21ª edição do Vitória Cine Vídeo (VCV).
Até quarta, a capital capixaba apresenta uma extensa programação, que aposta na diversidade cinematográfica. “Queremos contemplar públicos variados. A programação traz filmes autorais, para os cinéfilos, mas não deixa os filmes mais comerciais de fora”, explica a diretora do festival, Lucia Caus.
São mais de 40 horas de exibição, distribuídas em 77 filmes, entre curtas e longas-metragens, de 12 estados. A Mostra Competitiva de longas buscou contemplar a diversidade da atual produção nacional. Um dos filmes selecionados é o brasiliense Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queirós. “Sempre busquei retratar Ceilândia nos meus filmes. O documentário mostra a repressão policial que acontecia nos bailes blacks da cidade na década de 1990”, conta o diretor.
Também serão exibidos filmes consagrados em outros festivais, como A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante, grande vencedor do 6º Paulínia Film Festival; e A Vizinhança do Tigre, de Affonso Uchôa, que ganhou a última edição da Mostra de Cinema de Tiradentes.
A programação conta ainda com mostras paralelas, que abrangem o cinema capixaba, a temática da diversidade sexual, o público infanto-juvenil, entre outros temas. “A novidade é a Mostra de Animação. Sempre recebemos muitos filmes do gênero e, agora, resolvemos oficializar a participação dos filmes animados”, finaliza Lucia.