Localizada a 102 Km da capital São Paulo, há seis anos, a cidade de Paulínia se tornou reduto do melhor da produção cinematográfica nacional. A cidade serviu de palco para vários filmes, chegando a ser apelidada de “Hollywood Brasileira”. Nos seus famosos estúdios de gravação, situados no Polo Cinematográfico de Paulínia, foram rodados filmes como O Palhaço, De Pernas Pro Ar e Colegas.
Após uma pausa de quase dois anos no polo de cinema, agora reativado, a cidade volta a abrigar o Paulínia Film Festival, em cartaz de hoje a 27 de julho no Theatro Municipal Paulo Gracindo. Em sua 6ª edição, o festival está recheado de filmes inéditos, nacionais e internacionais, que ainda não entraram no circuito comercial. Ao todo, são nove longas e oito curtas-metragens na disputa da mostra competitiva.
Dentre eles, destaque para Boa Sorte, com direção de Carolina Jabor. O filme marca o retorno da atriz Deborah Secco para as telonas e conta com a participação de Fernanda Montenegro. Deborah interpreta Judite, uma portadora de HIV em estágio terminal que reencontra o sentido da vida com João (João Pedro Zappa), adolescente com transtornos de personalidade.
Prata da casa
Brasília está representada pelo cineasta Alex Vidigal, com o curta De Bom Tamanho, exibido no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2013. “É uma honra participar de um festival tão grande, nessa cidade encantadora e cheia de arte que é Paulínia. Poderei mostrar minha obra para um público de porte”, comemora Vidigal.
Com estreias mundiais
O festival marca a estreia de sete títulos internacionais no Brasil. Dentre eles, O Samba, de Georges Gachot, com Martinho da Vila no elenco. Além de seis filmes infantis, que compõem a programação intensa de arte. Amazônia, de Thierry Ragobert; Meu Pé de Laranja Lima, de Marcos Bernstein; e O Pequeno Nicolau, de Laurent Tirard, são destaques.
Hoje, na abertura, acontece a pré-estreia mundial de Não Pare Na Pista – A Melhor História de Paulo Coelho, com Júlio Andrade no elenco. O longa tem direção de Daniel Augusto.
O Festival de Paulínia oferece o maior valor em prêmio para os inscritos. Serão, ao todo, R$ 800 mil. Só para o longa-metragem campeão, o valor é de R$ 300 mil, maior que os R$ 250 do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.