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Ex-Led Zeppelin faz apresentação com sua nova banda no Nilson Nelson nesta quinta

Arquivo Geral

23/10/2012 10h12

Samir Mendes
samir.mendes@jornaldebrasilia.com.br

 

Oficialmente, a banda acabou há mais de 20 anos, com a morte do lendário baterista John Bonham, em 1980. Porém, em 2012, o nome Led Zeppelin nunca esteve tão em evidência. A banda irá lançar no próximo dia 19 de novembro, em diversas mídias, Celebration Day, um festejado show em homenagem ao fundador da gravadora Atlantic Records, Ahmet Ertegun. A apresentação foi em 2007, na O2 Arena, em Londres, com Jason Bonham, filho de John. E Robert Plant, uma das vozes mais influentes de todos os tempos, volta ao Brasil depois de 16 anos, em turnê com sua atual banda, a The Sensational Space Drifters.

 

Foto: DivulgaçãoPara quem espera ouvir Led Zeppelin, infelizmente, o golden god está em outra. Apesar do show realizado em 2007 ter feito um estrondoso sucesso, com ofertas para reunir o Zeppelin chegando à casa dos US$ 200 milhões, todo o clamor, as cifras e os pedidos não têm comovido Robert Plant. Na turnê que chega ao Ginásio Nilson Nelson nesta quinta, o músico deve tocar poucas músicas de sua ex-banda mais famosa, como Black Dog, Rock n’ Roll, Whole Lotta Love e Going to California, todas em versões bastante diferentes.

“Tocar no Led Zeppelin envolve especificamente ser um cantor de rock’n’roll. Hoje em dia eu sou apenas um cantor”, justificou Plant em entrevista ao jornal britânico The Guardian. O artista conseguiu criar uma carreira solo de sucesso para si após o término do grupo e um dos pontos altos dessa trajetória aconteceu em 2007 e 2008, quando uma parceria com a cantora de bluegrass Alison Krauss resultou no disco Raising Sand, vencedor do prêmio Grammy na categoria álbum do ano.

 

O projeto que chega a Brasília apresentará recriações do blues e pitadas de influências orientais. “É inspirado pelas raízes da música do Mississippi, Appalachia, Gâmbia, Bristol e Wolverhampton, com influências coletadas em uma vida inteira de meandros e caminhadas”, define o próprio Plant. A turnê já passou por Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. Depois da capital, ainda passa por Curitiba e Porto Alegre.

 

Foto: Andressa AnholeteInspiração
O estudante e músico Pedro Souto, de 18 anos, é fã de Led Zeppelin desde os 12, quando começou a tocar contrabaixo, inspirado pelas criativas linhas de John Paul Jones. “Meus amigos me apresentaram a banda e, no início, não gostei muito, justamente por causa da voz do Robert Plant. Porém, conforme o tempo foi passando e eu fui amadurecendo, reconheci o valor da banda e hoje sou fã de carteirinha. Sei tocar praticamente todas as músicas”, afirma Souto, que está de ingresso comprado para ver o ídolo ao vivo.

 

Pedro, além de tocar na banda Cassino Supernova, é baixista da banda tributo a Led Zeppelin, Whole Lotta Led.

 

Apesar de o show de Robert Plant não contar com muitas músicas da lendária banda inglesa, o jovem baixista afirma que o espetáculo, mesmo assim, é imperdível. “É uma figura imortal do rock. Não sei quando eu terei uma oportunidade assim novamente. As poucas músicas do Led Zeppelin que ele toca são em versões diferentes, quase irreconhecíveis, mas o Robert tem uma carreira solo muito interessante e sempre vale a pena ver de perto uma das pessoas que mais te inspiraram,  além de um excelente músico”, declara.

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