A Casa Akotirene, em Ceilândia, recebe neste sábado (15) a terceira e última edição do “Sarau-Vá – Edição Especial Visibilidade Lésbica”. A partir das 15h, o encontro reúne música, poesia e participação da comunidade em uma programação gratuita e aberta a todos os públicos.
Realizado pelos coletivos Moverments e Ação Lésbica do DF e Entorno, em parceria com o Distrito Drag e a Secretaria de Cultura do Distrito Federal (Secec-DF), o projeto foi criado para ampliar a visibilidade de artistas lésbicas e sapatonas do Distrito Federal e fortalecer espaços de encontro e troca entre diferentes territórios.
A edição de encerramento integra a programação do mês da visibilidade lésbica e reúne nomes como Ellen Oléria, Karla Testa, Ane Êoketu, Beatriz Águida, Bruna Tassy, Fernanda Jacob, Fernanda Vaz, Lene Black, Michelle Lara e Nayrim. Na poesia, Benedita, Bia Blackman e Layó apresentam seus trabalhos.
Além das apresentações previamente programadas, o público poderá participar de momentos de microfone aberto, ampliando o espaço para manifestações artísticas da comunidade.
Arte, memória e resistência
A proposta do Sarau-Vá é utilizar a produção cultural como ferramenta de visibilidade e construção de espaços de diálogo. Ao longo das três edições, o projeto buscou aproximar artistas sapatonas, negras e pessoas que se identificam com a sigla LGBTQIA+, criando oportunidades para apresentações e trocas entre diferentes trajetórias.
A programação também pretende evidenciar a contribuição da população lésbica e sapatão para a construção cultural do Distrito Federal, destacando a arte como parte da memória e da história desses territórios.
O encontro acontece durante o mês da visibilidade lésbica e sapatão, calendário promovido anualmente pela Ação Lésbica do DF e Entorno. A iniciativa busca destacar a presença de lésbicas e sapatonas na cultura e nas artes e recuperar trajetórias ligadas às lutas por direitos e reconhecimento.
Segundo a organização, essa construção histórica também envolve pessoas transmasculinas e não binárias, que participaram de diferentes momentos das mobilizações relacionadas às dissidências de gênero e sexualidade.
“Reconhecer essa trajetória compartilhada por nossos movimentos e coletivos é propor uma mudança de paradigma: falar sobre visibilidade e orgulho é fortalecer o combate conjunto, garantindo mais acolhimento, menos exclusão e a certeza de que, quando lutamos juntes, todos avançam”, afirma Lélia de Castro, uma das produtoras do projeto.
Com a última edição, o Sarau-Vá encerra o ciclo de três encontros propostos pelo projeto, mantendo a música, a poesia e a participação comunitária como instrumentos de expressão, celebração e troca.
Serviço
Sarau-Vá – Edição Especial Visibilidade Lésbica
Data: 15 de agosto
Horário: a partir das 15h
Local: Casa Akotirene – St. N QNN 23, Ceilândia
Entrada: gratuita
Classificação: livre para todos os públicos
Mais informações: @acaolesbicadf