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Barraca de Memórias resgata histórias de mulheres pioneiras do DF no Guará

Projeto promove escutas com mulheres idosas, exibições de minidocumentário e atividades em escolas e espaços comunitários entre outubro e novembro

Aline Teixeira

20/10/2026 18h05

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Foto: Divulgação

Objetos cotidianos podem guardar histórias que ajudam a compreender a formação de uma cidade. Uma fotografia, uma panela ou um retalho de tecido são alguns dos elementos que compõem as lembranças de mulheres que participaram da construção do Distrito Federal. Com essa proposta, o projeto Barraca de Memórias – Difusão do Acervo Poético chega ao Guará, com atividades gratuitas em escolas públicas e espaços comunitários entre outubro e novembro.

Realizada pela Todo Público em parceria com o Coletivo ENTREVAZIOS, a iniciativa busca valorizar as memórias de mulheres idosas e ampliar o Acervo Poético de Objetos, plataforma digital que reúne relatos e objetos afetivos de diferentes regiões do DF.

A programação começa na terça-feira (27), no Centro de Convivência do Idoso do Guará, com uma escuta poética. Durante o encontro, moradoras idosas da região serão convidadas a compartilhar histórias de vida e objetos que guardam lembranças do território. Os registros passam a integrar o acervo on-line, disponível em acervo.entrevazios.com.br.

De 3 a 19 de novembro, serão realizadas dez exibições mediadas do minidocumentário Barraca de Memórias, seguidas de bate-papos e lanches. A programação prevê duas sessões com intérprete de Libras e outras duas com audiodescrição. As atividades passarão por espaços como a Casa de Cultura do Guará, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), unidades básicas de saúde e escolas públicas. Nos dias 10 e 11 de novembro, haverá sessões abertas ao público no auditório da Administração Regional do Guará.

Memórias que atravessam gerações

A proposta é reconhecer as mulheres idosas como protagonistas da história do Distrito Federal, cujas experiências nem sempre aparecem nos registros oficiais. Ao aproximar estudantes e pessoas idosas, o projeto promove encontros entre gerações que compartilham o mesmo território, conectando as lembranças de quem participou da construção da cidade às vivências de quem cresce nela.

Para Luênia Guedes, coordenadora do projeto, a escolha do Guará está relacionada à importância histórica da região e à presença de iniciativas comunitárias voltadas à população idosa.

“Estar no Guará é também uma forma de reconhecer esse território, criar espaços de escuta e valorizar as histórias de vida de quem ajudou a construir a cidade”, afirma.

O Acervo Poético de Objetos é resultado de anos de pesquisa do Coletivo ENTREVAZIOS. Antes de chegar ao Guará, a Barraca de Memórias passou por localidades como Planaltina, Vila Planalto, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Brazlândia, Candangolândia, Vila Telebrasília, Fercal e Taguatinga.

Organizado por regiões, o acervo digital permite acessar relatos e objetos que preservam experiências pessoais e coletivas. Para a artista e pesquisadora Maysa Carvalho, a iniciativa contribui para dar visibilidade a mulheres cujas histórias foram pouco reconhecidas.

A pesquisadora destaca que os objetos cotidianos carregam marcas de trajetórias individuais e coletivas, transformando lembranças pessoais em patrimônio compartilhado.

Serviço
Barraca de Memórias – Difusão do Acervo Poético
Escuta poética: 27 de outubro, no Centro de Convivência do Idoso do Guará
Exibições mediadas do minidocumentário: de 3 a 19 de novembro
Sessões abertas ao público: 10 e 11 de novembro, no auditório da Administração Regional do Guará
Acervo digital: acervo.entrevazios.com.br

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