O Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Aurora (AuroraLab), realizou na terça-feira, 16/6, uma oficina de Linguagem Simples com integrantes do Cartório Judicial Único — 1º ao 6º Juizado Especial Cível da Circunscrição Judiciária de Brasília.
A atividade ocorreu nas instalações do próprio laboratório, na sede do TJDFT, e integrou a programação do órgão na III Semana Nacional dos Juizados Especiais, promovida de 15 a 19/6. A iniciativa tem como objetivo aprimorar a prestação jurisdicional no Sistema dos Juizados Especiais.
Segundo o texto, a oficina buscou ampliar os princípios de linguagem simples à comunicação judicial, com foco na qualificação da comunicação e no aprimoramento dos documentos produzidos pelos juizados especiais. A programação também teve como objetivo fortalecer a clareza, a compreensão e a efetividade dos atos processuais, com base nas diretrizes do Conselho Nacional de Justiça sobre a técnica e na trajetória do TJDFT na prática da comunicação centrada no usuário.
Durante a atividade, os participantes refletiram sobre os desafios da comunicação judicial com o cidadão, especialmente diante do uso de termos técnicos e do chamado “juridiquês”. Também foram discutidos os impactos de textos densos, extensos ou excessivamente técnicos, que podem gerar dúvidas, dificultar o cumprimento de orientações e provocar retrabalho. A oficina abordou ainda o desafio de equilibrar segurança jurídica e clareza, sem retirar a precisão técnica dos documentos.
Os presentes também conheceram o SimplificAgente, ideia gerada no AuroraLab e ainda em discussão, que propõe que cada unidade tenha pessoas de referência para atuar como multiplicadores de linguagem simples. A proposta busca descentralizar o uso da técnica e fortalecer uma cultura de comunicação mais clara, acessível e centrada na sociedade.
*Com informações do TJDFT