O rock clássico é conhecido por transpor sensações e representar uma geração inteira. Quando uma banda consegue reproduzir os sentimentos e características do gênero musical, significa que o grupo musical está no caminho certo. Para o lançamento do disco Power Of Warrior, a banda de heavy metal Mad Old Lady se utiliza, e muito bem, dos artifícios que fizeram do rock o precursor mundial de uma ideologia.
Segundo o vocalista da banda, Eduardo Parra, um dos elementos mais usados por eles é a alimentar a imaginação do ouvinte por meio de letras místicas. “Nossa intenção é deixar uma fantasia na cabeça do fã, para ele escutar e refletir. A música King, por exemplo, fala do rei Henrique VIII. Na canção, colocamos todos os elementos para que a pessoa imagine a época”, diz.
Como todo grupo roqueiro que se preze, a escola de formação do Mad Old Lady inclui Black Sabbath, Iron Maiden, Kiss e Pink Floyd. “Mas se existe uma banda atual que consegue se aproximar do que era o rock clássico, o nome dela é Avenged Sevenfold”, destaca Eduardo Parra.
Canções
Em Power Of Warrior, o sexteto regravou as músicas de seu álbum de estreia, Viking Soul, lançado em 2013. A intenção foi dar mais peso e nova roupagem ao repertório. O segundo álbum dos paulistanos, pode ser muito bem representado pelas canções que dão nome aos dois álbuns do grupo. Ambas tem ritmos musicais diferentes, mas algo em comum: a intenção de motivar o fã. “São músicas que carregam o álbum pelo fato de representarem o espírito heroico. Procuramos mostrar algo de superação, fator no qual também conseguimos nos identificar”, explica.
Brincar com o imaginário e usar letras motivacionais são algumas das ferramentas do Mad Old Lady, que desde 2011 mostra que o rock que marcou épocas está tão vivo quanto seu movimento ideológico.