Andréia Castro
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Remake de série homônima, que estreou em 1964 durante a Guerra Fria, O Agente da U.N.C.L.E. acompanha a história de dois agentes, um norte-americano e um russo, que precisam se unir para impedir uma organização de ameaçar a paz mundial. Mais de meio séculos depois, a trama ganha versão bem-humorada e technicolor pelos olhos do diretor Guy Ritchie (Sherlock Holmes), no longa que estreia hoje nos cinemas.
A dupla é vivida pelos galãs Henry Cavill (O Homem de Aço), que vive o americano Napoleon Solo, e Armie Hammer (A Rede Social), na pele do russo Illya Kuryakin. Os dois se odeiam, mas acabam precisando trabalhar juntos para proteger Gaby Teller (Alicia Vikander), filha de um cientista sequestrado pela poderosa família Vinciguerra. Os três viajam para Roma em busca do homem, pois ianques e russos temem que os vilões, donos de um império liderado por Victoria (Elizabeth Debicki), estejam fabricando ogivas nucleares ilegais.
Narrativa ágil, produção de arte e figurino irretocáveis recriam a década de 1960 com muito charme. Destaque para a trilha sonora deliciosa, com direito a muito jazz, Ennio Morricone, Nina Simone e o brasileiríssimo Tom Zé.