Certo estava o pintor e cineasta norte-americano Andy Warhol ao prenunciar que “um dia, todos terão direto aos seus 15 minutos de fama”. A busca pelo sucesso e holofotes, quando a aparência está acima da essência, serviram de mote para o dramaturgo norte-americano Douglas Carter Beane questionar as inversões de valores presentes na sociedade contemporânea ao escrever a peça The Little Dog Laughed. O espetáculo saiu diretamente dos palcos da Broadway para o Brasil, ou melhor, Brasília, na versão “abrasileirada” assinada pelo crítico e escritor Artur Xexéo, Quem Ri Por Último Ri Melhor.
Inspirado pelo cenário do Rio de Janeiro, mas preservando o tom ácido e sarcástico do texto original, o espetáculo está em cartaz hoje e amanhã, às 21h, e no domingo, às 20h, no Teatro da Unip (913 Sul).
No elenco da peça, dirigida por Cininha de Paula, estão os atores Danielle Winits, Júlio Rocha, Rainer Cadete e Sara Freitas. Winits dá vida a Dione, uma agente de atores que precisa a todo custo manter seu “pupilo” em evidência, o astro de cinema Mateus (Júlio Rocha). O ator, no entanto, começa a ver sua vida se complicar quando se apaixona por Alex (Rainer Cadete), um garoto de programa que não tem certeza das suas escolhas e que mantém um namoro de aparência com Helena (Sara Freitas). Uma história que coloca em xeque o amor e a felicidade individual, já que o que importa mesmo é alcançar a fama.
“A peça vai muito além da discussão rasa sobre os 15 minutos de fama. É um texto que fala sobre manipulação de imagem, preconceito, e que te leva a pensar sobre valores e sobre o verdadeiro conceito de felicidade.”, explica Danielle Winits.