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Viva

Escracho que não faz rir

Arquivo Geral

19/07/2013 8h40

Hoje mais uma comédia nacional entra em cartaz para tentar abocanhar altos números na bilheteria. O Concurso, estreia de Pedro Vasconcelos na direção, chega a 400 salas brasileiras, número que o faz ser o maior lançamento nas férias de julho. Apesar da expectativa e dos nomes de peso no elenco, o longa mirou em Se Beber, Não Case, mas acaba acertando em cheio o programa global Zorra Total.

 

Não falta apelo. O tema é bem conhecido de milhões de brasileiros, em especial dos brasilienses: concurso público. A trama gira em torno de quatro candidatos à vaga concorrida de juiz federal e que têm de encarar uma complicada prova oral no Rio de Janeiro, a etapa final do concurso. A narrativa lembra muito Se Beber: no dia do tal teste, os quatro finalistas acordam numa completa ressaca, tal como os personagens da franquia hollywoodiana.

 

Clichês

Destaque para o elenco, que tem como ponto alto o comediante do sucesso da internet Porta dos Fundos, Fábio Porchat, e a musa do Pânico, Sabrina Sato. O elenco, aliás, não faz feio, mas é atrapalhado pelas situações forçadas e o roteiro pobre, problemas de quase todas as comédias nacionais lançadas nos últimos anos.

 

A história é uma overdose de clichês que exagera as características dos quatro protagonistas, que chegam a ser pueris de tão estereotipados. Porchat interpreta Rogério Carlos, um gaúcho de Pelotas que sofre pressão do pai tradicionalista, vivido por Jackson Antunes; Anderson Di Rizzi, que está em alta graças à hilária parceria com Tatá Werneck na novela Amor à Vida, faz um cearense religioso apegado aos santos; Rodrigo Pandolfo, que também está em Minha Mãe é Uma Peça), é um jovem nerd virgem de Piraporinha, cidade do interior de São Paulo; e Danton Mello, que também não faz feio na pele de um carioca malandro que quer se dar bem no concurso a todo custo.

 

Caio, aliás, é quem faz todos embarcarem na aventura que mudará suas vidas: tentar conseguir o gabarito da prova. É a partir daí que o filme se desenvolve, já que nada acontece como previsto, e eles acabam tendo que passar uma noite numa animada comunidade carioca recheada de nonsense. Anões como reis do tráfico, travestis que dirigem um carro à la Priscilla Rainha do Deserto e uma turba de pais de santo nada confiáveis.

 

Diversão

Após o começo, a história se torna linear, mas quase não tem conteúdo. E apesar de o diretor e o elenco tentarem nos vender um filmão, o roteiro bobinho desanima em diversos momentos. O filme não é engraçado, mas há momentos divertidos. E Porchat, que carrega o longa nas costas, consegue arrancar grande parte das gargalhadas da plateia.

 

Sabrina Sato faz uma atiradora de facas metida à devoradora de homens

 

CURIOSIDADES

É o primeiro longa-metragem dirigido por Pedro Vasconcelos e também o primeiro trabalho de Sabrina Sato como atriz no cinema.

Antes, ela apenas havia dublado uma personagem na animação Asterix e os Vikings, de 2006.

Animado com a participação da japonesa, o cineasta acabou dando uma declaração um tanto quanto exagerada dias atrás, comparando Sabrina a Fernanda Montenegro.

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