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Viva

Escola de Música: entre o clássico e popular

Arquivo Geral

15/07/2014 9h00

Quem passa pelos corredores da Escola de Música de Brasília se delicia com a variedade de sons, ritmos e instrumentos, além da interação entre os alunos e professores que, juntos, se reúnem em duos, trios, quartetos e orquestra para tocar canções que vão do erudito ao popular. Um alento para os ouvidos de qualquer visitante.

São mais de cem cursos, como harpa, saxofone, trombone, violino, violão, piano erudito e até aulas de áudio para computador e canto erudito – com pronúncias em outras línguas, como italiano, alemão e até latim. A ampliação dos cursos que hoje contemplam música erudita e popular, além da proposta de extensão e criação de uma escola em Ceilândia mostram que a instituição, apesar das carências estruturais, mantém-se firme no alto de seus 40 anos.

Tendência

Quem afirma é o diretor da escola, Ayrton Pisco: “A escola continua a ser um polo formador de técnicos em música. Mudou para acompanhar a tendência mundial. Não digo em estrutura, que ainda peca, mas na grade curricular”.

As aulas e audições na Escola de Música, fundada pelo maestro Levino de Alcântara, foram adiadas para o dia 6 de agosto por conta da Copa do Mundo. O próximo sorteio para ingresso de alunos no nível básico será neste domingo.

Enumerando diferenças

O atual diretor da escola, Ayrton Pisco, chegou a Brasília ainda na década de 1980. Na época, o músico carioca fez parte do corpo docente da escola e lecionou como professor de violino. Hoje, na coordenação, ele fala sobre as mudanças vividas pela instituição. “A escola foi criada para ensinar o clássico, que ainda é pulsante. Só se tem músico de orquestra se tiver uma instituição que ensine a música erudita. Ainda trabalhamos com isso, mas também com o popular. Um diferencial perante outras escolas”, coloca.

Outro diferencial é o famoso Curso de Verão, que movimenta Brasília durante todo o mês de janeiro há 36 anos. Diferentemente do curso integral, que envolve nível básico e técnico, o Curso de Verão abre espaço para músicos e aspirantes que almejam o rico universo dessa arte. No grade curricular, renomados professores dos quatro cantos do mundo. “Oferecemos aulas que vão desde educação musical até arranjos, harpa. Por isso, reunimos pessoas de todo o País”, pontua Ayrton.

Revolução na grade de disciplinas
 
Musicista, cantora lírica e professora do curso de pronúncia, a norte-americana Elizabeth Catapano mudou-se para Brasília há 30 anos para estudar canto na Escola de Música. Quando coordenou o curso de canto lírico, acabou provocando uma revolução no local. Abriu espaço para o canto popular e para um curso que ensina os alunos a cantarem em outras línguas. “Falo várias línguas e isso me ajudou a criar o curso que envolve fonética e canto em italiano, alemão, francês e até latim. Agora, abriremos espanhol e inglês”, frisa.
 
Músico, João Paulo França estuda há um ano e meio na Escola de Música. Hoje, canta em italiano, latim e espanhol. “Levanto a bandeira da instituição que, além de gratuita, nos possibilita ter contato com mestres da música de todo o mundo. Aprendi a cantar em outras línguas mesmo sem saber falar o idioma”, explica.
 
Formado pela Universidade de Brasília, o músico Ibsen Perucci complementa sua formação na Escola de Música. Há dois anos e meio no curso técnico de violão popular, ele ressalta a diferença entre as duas instituições. “A UnB é mais erudita. Na Escola de Música, temos contato com choro, jazz, bossa nova e também com a música erudita”, destaca o músico.
 
Números
 
100 número aproximado de cursos que a Escola de Música oferece atualmente;
2,7 mil estudantes frequentam aulas dos mais variados instrumentos;
300 funcionários, dentre professores e corpo administrativo;
79 salas de aulas abrigam os cursos regulares e as turmas especiais durante o Curso de Verão;

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