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Donas da rima: janela para o hip hop feminino

Arquivo Geral

30/07/2014 9h00

Com letras fortes, elas falam de violência doméstica, das dificuldades diárias, do abandono, de amor e da luta da mulher pelo seu espaço no mundo. Mulheres do rap feminino produzido no Distrito Federal batalham por um lugar ao sol, tanto na música, quanto na sociedade. Diante de pouca visibilidade, se as compararmos com os homens, que já são presença marcante no mundo do hip hop, a produtora audiovisual Julyana da Costa Duarte criou – no final de 2012 – um projeto só para elas.

Intitulado Donas da Rima, ele  destaca o universo feminino por meio da música de rua representada pelo rap. Para isso, abriu a oportunidade para grupos femininos que falam a linguagem do hip hop gravarem dez videoclipes em diversos cenários da capital. 

DVD

Após a produção, que durou mais de um ano, os clipes começaram a ser lançados todo dia 1° do mês no canal Donas da Rima no YouTube. O próximo passo é o DVD, que deve sair ainda este semestre. “Mesmo no movimento, que fala de igualdade, as mulheres têm pouco espaço. Por isso, resolvi trabalhar e contemplar o universo feminino”, pontua a idealizadora.

Nesta sexta será a vez da dupla de rap Luana Regina & Lorena Sousa ser agraciada com o projeto. Juntas, elas formam o Memórias das Mulheres Urbanas (MMU).

Contestação

Nas suas composições, a rapper Cris de Souza mostra sua marca de contestação e luta pelos direitos femininos. A canção Onde Se Vale o Que Se Tem foi lançada pelo projeto no YouTube.

Cris, que também canta no Criolas, assina carreira solo como rapper e contesta o papel dominante dos homens na sociedade. “O hip hop ainda tem uma visão machista. Os próprios homens nos impedem de cantar nos eventos. Por isso, comecei a escrever minhas letras. Nelas, realço as dores das mulheres que são trabalhadoras, que criam filhos sozinhas, das que ainda têm que conviver com violência doméstica”, frisa.

Saiba mais
 
Os vídeos são lançados no canal Donas da Rima, sempre no primeiro dia do mês.
O projeto contou com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e com a iniciativa do Coletivo Nakaradura Produções.
 
Criado em 2008, o coletivo atua como uma produtora de conteúdo audiovisual formada por jovens da periferia do DF.
 
Juntos, eles discutem e produzem vídeos relevantes para inserção da classe feminina, ainda marginalizada.

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