Trazendo movimento, inteiração e novas linguagens dadas por diferentes recursos, Helio Oiticica é um dos maiores representantes da Arte Visual brasileira. A trajetória do artista ganhará seu espaço nas telas dos cinemas, em documentário com roteiro e direção de seu sobrinho, César Oiticica Filho. Produzido em 2012, o longa recebeu os prêmios Caligari e Fipresci de Crítica Internacional do Festival de Berlim 2013, além do prêmio de Melhor Documentário Longa-Metragem no Festival do Rio em 2012.
Com o objetivo de contar e aproximar o público da obra, o filme é realizado com imagens e sons inéditos. Com o fio de narração feito por gravações de Hélio Oiticica, o próprio artista conta sua história e discorre sua trajetória no mundo das artes, desde o adentramento ao Grupo Frente até sua morada na cidade de Nova York. Intercalado com depoimentos de amigos e artistas, tais como o consagrado cineasta Glauber Rocha, a obra funciona como um planificador de toda a historia cultural brasileira, desde meados do modernismo até o inicio do contemporâneo, assim como a transição deste período. O espectador poderá, além de conhecer mais sobre a história deste representante das artes visuais, vivenciar o maior período de efervescência cultural no país, sendo um transmissor das ideologias culturais da época, muitas criadas pelo próprio Oiticica.
Sobre o artista

O antigo modelo de arte introspectiva e sem contato com o público foi quebrado e substituído pela performance, dança e o mover. Muitas obras do mestre visual e performático marcaram a história da arte e serviram de referência a outros movimentos contemporâneos, principalmente aos que surgiram a partir dos anos 70, no Brasil. O artista deixou legado pelas obras feitas ainda do Grupo Neoconcreto, do qual fizera parte ao lado de Lygia Clark e Ferreira Gular, o Parangolé e do período Tropicalista da Arte Brasileira. Ele foi um dos principais artistas revolucionários do período Tropicalismo no Brasil.