Menu
Viva

Diversos olhares sobre Duchamp

Arquivo Geral

04/02/2015 6h30

Raquel Martins Ribeiro

Especial para o Jornal de Brasília

O Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul) recebe, a partir de amanhã, a exposição Ciclo – Criar com o que Temos. A mostra reúne, até o dia 20 de abril, os trabalhos de 14 artistas que se apropriam da vivência ideológica do universo artístico do artista francês Marcel Duchamp. “Não quisemos fazer nada nostálgico. A ideia é fazer uma celebração simbólica àquele que despertou o olhar para o que hoje podemos chamar de arte”, explica o curador Marcello Dantas.

 

De diferentes nacionalidades, cada artista apresenta em sua obra questionamentos que vão além da afirmação estética, como é o caso da portuguesa Joana Vasconcelos, com a obra Noiva, um lustre de 5 metros de altura feito com mais de 25 mil absorventes íntimos. “A obra trata do papel social da mulher na nossa sociedade. Tudo isso sem contar com a reciclagem dos objetos, mas sim com sua ressignificação”, considera.

Outro destaque é a performance do chinês Song Dong, que preparou uma versão da série Eating the City (Comendo a cidade, em tradução livre). Na série, que poderá ser conferida neste sábado, às 11h, ele constrói – com cuidados milimétricos – maquetes das cidades onde expõe.

Reações diversas

Feitas com doces, ele convida o visitante a comer a obra após sua construção. O experimento, de acordo com Dantas, provoca reações diferentes em cada cidade onde é exibido. “Em BH, por exemplo, foi muito violento. As pessoas levaram sacolas. Em São Paulo, houve primeiro a contemplação, depois a destruição”, conta.

“A performance é uma metáfora da sociedade de consumo que vivemos”, finaliza o curador.

  Mostra vai ocupar todos os espaços

Ciclo será a primeira mostra a utilizar todos os espaços do CCBB, inaugurado em 2000. Na área externa, 15 instalações e esculturas vão compor a intervenção do alemão Michael Sailstorfer, criada a partir de materiais como câmaras de pneus entrelaçadas.

Ainda no espaço externo, vai ser possível conferir o autorretrato do canadense Douglas Coupland, Cabeça de Chiclete. A ideia é que os visitantes colem gomas de mascar usadas na obra.

Artistas

A exposição, que combina nomes importantes do circuito internacional à artistas com carreiras em fase de ascensão, conta com trabalhos de Daniel Senise, único brasileiro convidado, e do mexicano Pedro Reyes.

Também compõem a mostra Daniel Canogar, Julia Castagno, Lorenzo Durantini, Tayeba Begum Lupi, entre outros.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado