Dentre tantas temáticas abordadas no 6º Paulínia Film Festival, evento que termina neste domingo na cidade a 21 km de Campinas (SP), a diversidade sexual não poderia estar de fora. Três produções selecionadas para a Mostra Competitiva abordam discussões sobre o assunto, embora cada uma a sua maneira.
O curta baiano Jessy, por exemplo, conta a história de Jéssica Cristopherry, que sempre quis realizar o sonho de ser uma transformista. Durante o filme, ela conta com a ajuda das amigas para realizá-lo. A produção tem direção coletiva de Rodrigo Luna, Ronei Jorge e da própria Paula Lice, protagonista do curta.
Também participa da mostra o gaúcho Castanha, primeiro longa de Davi Pretto. Lançado no 64º Festival de Berlim, teve sua estreia no Brasil em Paulínia. É um docudrama (mistura de documentário com ficção) que fala da vida de João Carlos Castanha, ator que mora com a mãe e divide o trabalho numa boate LGBT com participações em teatros e programas de televisão.
Na telona, o público pôde acompanhar a vida do performer, que usa cílios, perucas e maquiagens caricatas para apresentar shows em casas noturnas. Talentoso, o ator interpreta uma gama de personagens na noite, enquanto vive dramas familiares, como o sobrinho dependente químico.
Casa de família
O carioca Allan Ribeiro, que dirigiu o inspirado Esse Amor que Nos Consome, premiado no Festival de Brasília, está agora com O Clube. O curta fala da Turma OK, um grupo formado por homens de todas as idades que gostam de fazer dublagens. “Apesar de ser um lugar que poderia ser um gueto ou uma balada noturna tem uma cara de convívio familiar”, explicou o diretor. No curta, o diretor mostra a preparação dos artistas no camarim antes de um show e uma intriga que surge no momento.