Apesar de ser popularmente conhecido como o diretor da trilogia Homem-Aranha, ele foi responsável por Evil Dead, uma série que ganhou o status de cult pelos fãs do terror.
Original, violenta e divertida, aqui a trilogia foi chamada de Uma Noite Alucinante e A Morte do Demônio.
Seguindo a onda de refilmagens, esta importante obra ganha uma versão moderna que estreia hoje nos cinemas.
A adaptação é o primeiro trabalho em Hollywood do uruguaio Fede Alvarez, cineasta que rompeu as fronteiras da América Latina depois do sucesso do curta-metragem Ataque de Pânico.
Mexer com A Morte do Demônio é algo mais perigoso do que se pode imaginar por causa da legião de fãs que a produção carrega. Em vez de fazer um remake idêntico, o diretor modificou alguns detalhes, criando um filme que não chega a superar o original, mas merece respeito.
A trama mostra todo o horror que um grupo de adolescentes vai viver depois de libertar uma incontrolável entidade sedenta por almas.
David (Shiloh Fernandez, de A Garota da Capa Vermelha) vai para uma cabana com a irmã Mia (Jane Levy). Usuária de drogas, a jovem vai contar com o apoio do irmão e amigos para tentar superar o vício. Mas, pior que as crises de abstinência, nada pode prepará-los para o mal que será renascido depois da leitura do satânico Necronomicon, conhecido como o livro dos mortos.
Banho de sangue
O que acontece em seguida é uma sequência de desmembramentos, perfurações e violência explícita como nunca se via em filmes norte-americanos. Para tanta violência, acrescente pregos, cacos de vidro, faca elétrica, espingarda e um inimigo sobrenatural.
É difícil assistir sem comparar com o original, mas a versão nova de A Morte do Demônio surpreende pela coragem de se filmar a violência sem nenhum pudor. Nota-se que o objetivo principal é chocar o público e isso pode acontecer mesmo para quem for ao cinema esperando ver apenas mais um filme de terror.
Tenha medo
Além da apavorante trilha sonora do espanhol Roque Baños – com momentos que parecem sirenes que alertam para uma emergência apocalíptica –, merece destaque a conclusão. Literalmente um banho de sangue para ninguém botar defeito.
No final, fica uma sabedoria já conhecida por quem acompanha o gênero: muitas vezes, só a serra-elétrica salva.
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