Menu
Viva

Desgaste de uma velha fórmula nas estreias de cinema

Arquivo Geral

22/01/2015 7h00

Depois de salvar a filha e a família de sequestros, o agente Byan Mills novamente não vai medir esforços para defender a família no filme Busca Implacável 3. A direção é de Olivier Megaton, que cuidou do episódio anterior da franquia.

Liam Neeson se tornou um nome importante para quem gosta de títulos cheios de tiros e pancadaria. Ele, realmente, se sai bem no papel do ex-agente. O personagem é carismático e convence mesmo quando escapa de situações tão perigosas que deixariam até mesmo o treinado James Bond surpreso.

O grande problema é que  Luc Besson parecia estar com preguiça quando escreveu o roteiro. Apesar de a trama começar agitada, ela é arrastada, com pouco suspense, e economiza no que deveria caprichar: a ação. Nem parece um trabalho do realizador francês que já assinou títulos ótimos como O Quinto Elemento e Nikita – Criada Para Matar.

Desta vez, nem tudo acontece num país estrangeiro. É nos Estados Unidos que Mills se torna o principal suspeito de cometer um crime. Em busca de justiça, ele escapa da equipe policial liderada por Franck Dotzler (Forest Whitaker, perdido numa interpretação vazia) enquanto procura o verdadeiro culpado.

Entre uma burocrática investigação e espaço para um drama familiar, o filme perde muitos minutos – que poderiam ser aproveitados com perseguições e tiroteios. As sequências de ação sofrem com uma vertiginosa montagem, com muito zoom e cortes rápidos que comprometem o entendimento. 

A série ficou marcada pela ação e, tirando o final, é tudo o que falta. Parece que acabaram as boas ideias.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado