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Viva

De volta à capital

Arquivo Geral

08/08/2014 7h00

Os Paralamas do Sucesso iam tentar tocar na capital (na capital). E a caravana do amor então pra lá também se encaminhou”. Hoje, à noite, Os Paralamas trazem sua caravana para Brasília, mais especificamente, para o Iate Clube de Brasília (Setor de Clubes Esportivos Norte) em show que continua as comemorações de aniversário.

Falando em comemorações, este ano, o grupo carioca quer marcar as três décadas de sucesso com um pacote: um especial de TV com show comemorativo que sai agora em CD e DVD. O baterista João Barone explica o processo de criação do trabalho: “A gente estava preparando um show sem a premissa de um trabalho autoral, de inéditas, que é o que normalmente orienta uma turnê”.

Repertório

A escolha do repertório deixou hits de fora, como Óculos e Trac Trac. O trio organizou o show em blocos com alguma unidade, separando baladas, rock e reggae.

Segundo Barone, o grupo vai estender mais a turnê. “Estamos tão contentes que a gente vai dar uma de Paul McCartney e manter esse show um pouco mais na estrada”, diz.

Mas a banda já trabalha em novas canções. “A gente tem se encontrado, trocado ideias e gravado um pouco”, conta o guitarrista Herbert Vianna.

Cinquentões ainda têm fôlego de sobra
 
Apesar de serem todos cinquentões – Bi Ribeiro tem 52, Herbert, 51, e Barone, 50 –, Os Paralamas mantêm no palco o vigor que lhe deu fama, e que é facilmente notável pelos fãs que os acompanham.
O único momento em que o futuro da banda ficou em risco foi depois do acidente com o ultraleve dirigido por Herbert, em 2001, que matou sua mulher e o deixou em cadeira de rodas. O vocalista voltou a compor com os amigos, e a banda lançou três CDs de inéditas neste século, o último deles em 2009.
Hoje, Herbert diz que a mudança física por que passou o permite saborear a plateia. “Antes, era um pula-pula e um rio de suor, eu não enxergava quase nada. Hoje, faço o show sentado e me dou conta de quanta gente canta junto canções que foram lançadas quando eles não eram nem nascidos”.
Conseguirão manter o gás nesta segunda metade de suas vidas? “Pode apostar”, diz Herbert. “É o começo de um novo ciclo de 30 anos”.

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