Foram revelados os filmes que irão compor a mostra competitiva da 46ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Apesar da expectativa em torno das produções, a notícia mais esperada este ano era outra. Todos queriam saber se o célebre festival finalmente retornaria ao seu local de origem. A confirmação foi anunciada pelo secretário de Cultura Hamilton Pereira.
O Cine Brasília ainda está em reforma – com atraso de cinco meses –, mas “já está apto a receber o evento”, garantiu o secretário. Com um total de 478 inscrições, sendo 39 longas-metragens de ficção, 63 documentários, 239 curtas de ficção, 102 curtas de documentários e 35 curtas de animação, a edição 2013 do festival acontece de 17 a 24 de setembro.
Novidade
Como era de se esperar, mais uma região administrativa será incluída na rota de exibição da mostra competitiva. O Guará se junta a Taguatinga, Sobradinho, Ceilândia e Gama. “A iniciativa é importante porque estamos descentralizando o festival”, destaca Hamilton Pereira.
Três das 30 produções exibidas na mostra competitiva são do DF, que concorrem nas categorias longa documentário (Plano B, do diretor Getsemane Silva), curta-metragem documentário (O Gigante Nunca Dorme, de Dácia Ibiapina) e curta-metragem animação (RYB, de Deco Filho). O Rio de Janeiro lidera com mais representantes na mostra, com oito títulos. Os prêmios desta edição somam R$ 700 mil.
Troféu Câmara
Em sua 18ª edição, o Troféu Câmara Legislativa ganhou uma nova roupagem, e agora possui regulamento e curadoria própria. Para os interessados, ainda há chance de pleitear uma vaga na Mostra Brasília. As inscrições acontecem até o dia 24 de agosto.
O filme escolhido para abrir o Festival de Brasília é o documentário inédito Revelando Sebastião Salgado, de Betse de Paula, que mergulha no universo e na personalidade do fotógrafo.

O filme Plano B representa a cidade na categoria Melhor Longa Documentário
FILMES SELECIONADOS – Mostra competitiva de longa-metragem ficção:
A Estrada 47 (A Montanha), de Vicente Ferraz (RJ)
Avanti Popolo, de Michael Wahrmann (SP)
Depois da Chuva, de Cláudio Marques e Marília Hughes (BA)
Exilados do Vulcão, de Paula Gaitán (RJ/MG)
Os Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry (CE)
Riocorrente, de Paulo Sacramento (SP)
Mostra competitiva de curta-metragem ficção:
Au Revoir, de Milena Times (PE)
Fernando que Ganhou um Pássaro no Mar, de Felipe Bragança e Helvécio Marins Jr. (RJ)
Lição de Esqui, de Leonardo Mouramateus e Samuel Brasileiro (CE)
Sylvia, de Artur Ianckievicz (PR)
Todos os Dias em que Sou Estrangeiro, Eduardo Morotó (RJ) Tremor, de Ricardo Alves Jr. (MG)

O pernambucano O Mestre e o Divino também está na disputa, na mesma categoria
Quem entende
Para a produtora cultural Ana Arruda, apesar de ser tradição na cidade, o festival tem se renovado com o passar do tempo. “A participação da Câmara Legislativa é muito importante, contribui em boa parte. O evento ganhou reconhecimento nacional e dá um grande destaque para o cinema nacional”, conta. Ela também ressalta a volta do festival para o Cine Brasília. “É um marco. Mas o público tem que ficar atento às programações que virão e ao uso que o local terá daqui para frente”.