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Cinema

Cineasta argentino Luis Puenzo, diretor de ‘A História Oficial’ morre aos 80 anps

Vencedor do Oscar por A História Oficial, cineasta marcou o cinema argentino e abordou crimes da ditadura militar

Redação Jornal de Brasília

21/04/2026 13h53

Foto: AFP/Juan Mambrota

Foto: AFP/Juan Mambrota

O cineasta argentino Luis Puenzo, diretor de “A História Oficial”, o primeiro filme de seu país a ser premiado com um Oscar, morreu aos 80 anos, informou nesta terça-feira (21) a Sociedade Geral de Autores.

Puenzo estava afastado da vida pública há alguns anos por problemas de saúde. As causas da morte não foram divulgadas.

“Com profundo pesar, nos despedimos do destacado roteirista, diretor, produtor e sócio de nossa entidade, Luis Puenzo, que faleceu hoje, na cidade de Buenos Aires, aos 80 anos”, anunciou a organização Argentores em um comunicado.

“A História Oficial” conquistou o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em  1986.

O filme retrata o último período da ditadura cívico-militar (1976-1983), a apropriação, por parte dos militares, de crianças nascidas de mulheres mantidas em cativeiro e a busca das Mães da Praça de Maio pelos filhos desaparecidos.

O longa-metragem, protagonizado pelos argentinos Héctor Alterio e Norma Aleandro, também foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, escrito por Puenzo em parceria com a autora Aída Bortnik.

Puenzo dirigiu ainda “Gringo velho” (1989), estrelado pelos americanos Jane Fonda e Gregory Peck, e “A Peste” (1992), baseado no romance do Nobel argelino-francês Albert Camus, protagonizado por William Hurt, Robert Duvall e Sandrine Bonnaire.

Além da carreira como diretor e roteirista, Puenzo também foi um dos promotores da Lei do Cinema, aprovada em 1994, que gerou um forte desenvolvimento da indústria cinematográfica na Argentina.

Também presidiu o Instituto Nacional de Cinema e Artes Visuais da Argentina.

AFP

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