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Cinema

Após Emmy, Linda Cardellini volta como mãe de Jason da franquia ‘Sexta-Feira 13’ em série

Em setembro, ela venceu o prêmio de atriz coadjuvante em minissérie pela indecifrável Carol Love-Smernitch de “DTF St. Louis”

Redação Jornal de Brasília

16/10/2026 12h58

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Foto: Reprodução

VITOR MORENO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

Conhecida do público que acompanha séries há mais de um quarto de século, Linda Cardellini, 51, é uma daquelas atrizes que você tem certeza de que já ganhou um Emmy em algum momento, mas isso só se tornou verdade há cerca de um mês.

Em setembro, ela venceu o prêmio de atriz coadjuvante em minissérie pela indecifrável Carol Love-Smernitch de “DTF St. Louis” (HBO Max).

Com um currículo que inclui clássicos como “Freaks & Geeks” (1999-2000), “Plantão Médico” (1994-2009) e “Mad Men” (2007-2015) e joias menos badaladas como “Bloodline” (2015-2017) e “Disque Amiga para Matar” (2019-2022), além de ser o rosto da Velma de “Scooby-Doo” para toda a geração que viu o filme de 2002 e a continuação de 2004, ela volta às telas com uma personagem que poderia ser considerada inusitada: a mãe do assassino mascarado Jason na franquia “Sexta-Feira 13”.

A atriz dá vida a Pamela Voorhees na série “Crystal Lake”, que chega ao Brasil a partir desta sexta-feira (16) por meio do serviço de streaming Universal+. A trama mostra os acontecimentos anteriores ao primeiro longa, de 1980, no qual a personagem era vivida por Betsy Palmer e saia matando adolescentes e responsáveis por reabrir um acampamento no qual o filho dela havia morrido –é só a partir do segundo filme, de 1981, que Jason se torna o “dono” da franquia.

Para quem acha que o terror é um gênero menor, Cardellini tem uma resposta: “Eu realmente acho que o terror é muito desafiador”. “Ele exige muito fisicamente, de uma forma que outros outros papéis não exigem tanto”, afirma a atriz durante bate-papo com a imprensa para promover a série, do qual o F5 participou.

Ela conta que teve apenas uma semana de folga entre “DTF” e “Crystal Lake”, de modo que, para ela, comparar as demandas dos dois é fácil. “Os papéis são completamente diferentes e ambos são desafiadores de maneiras incríveis, mas a fisicalidade do terror é outra coisa. É uma sessão de exercícios todos os dias.

Lembro de chegar em casa cheia de hematomas por todo o corpo, embora eu tenha tido uma dublê incrível.”

Perguntada sobre o que gostaria que o público soubesse sobre sua personagem para além da assassina do filme, a atriz diz que, antes de tudo, é preciso entender que se trata de uma mãe. “O segredo da Pam, eu acho, é que tudo gira em torno do Jason”, avalia. “Tudo o que ela faz é por ele.”

“A proximidade que eles têm quando ele é pequeno é o que ela leva consigo até aquele primeiro filme, sabe? Então é muito importante estabelecer isso”, afirma. “Acho divertido, para quem é fã, ver o Jason mais novo, antes de ele se tornar o que é. E acho que, ao conhecer a mãe dele, você meio que entende a criação dos monstros que se tornam tanto ela quanto ele.”

Sobre a forte ligação entre Pamela e Jason, ela conta que se trata de algo que ultrapassa os limites de uma maternidade responsável e os torna codependentes. “Ela realmente perde a própria identidade e se dedica inteiramente a ele”, afirma. “Ela quer desesperadamente ser a melhor cuidadora possível, mas, de alguma forma, está falhando e não consegue lidar com isso. Quando essas questões vêm à tona, ela ataca todo mundo ao redor.”

Cardellini diz que o sentimento que mais a conectou à personagem foi a fúria. A atriz diz que sentiu isso após a primeira cena em que matou uma pessoa na série, que ela diz ter sido propositalmente longa. “Estava gritando, berrando e chorando, e senti uma exaustão física, somada ao esforço físico, como nunca havia feito diante das câmeras, talvez nem mesmo na vida”, lembra.

“Ali alguma coisa simplesmente aconteceu, algo parecido, provavelmente, com o que as pessoas sentem na terapia do grito”, afirma. “Meu corpo começou a liberar emoção e fisicalidade. Por um momento, isso me conectou a ela, à forma como deve ter sido tão bom para ela poder colocar aquilo para fora.”

A atriz também conta que, apesar de ter visto o filme original, tentou criar sua própria versão da personagem. “A atuação de Betsy Palmer é simplesmente incontestável, inesquecível e totalmente singular, então não dá para fazer o que ela fez”, afirma. “Mas a ideia de poder criar uma personagem que chega ao ponto em que ela está naquele primeiro filme foi divertida para mim.”

Ela diz que discutiu com o showrunner Brad Kane (mais conhecido como roteirista de “It: Bem-Vindos a Derry” e “Tokyo Vice”, entre outras séries) qual deveria ser a abordagem e até o aspecto físico da personagem. “Debatemos o cabelo dela por muito tempo, mas então percebemos que ainda havia um longo caminho até a história chegar ao primeiro filme, então tínhamos tempo para chegar àquele corte.”

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