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Cinema brasileiro: Família e inúmeras confusões

Arquivo Geral

12/01/2014 9h30

Endividada, uma família se vira como pode para manter o padrão de vida num casarão que fica próximo de uma favela no Rio de Janeiro. Comprando fiado, Maria Alice (Marieta Severo) se vira como pode. Mas a solução para os problemas financeiros pode ser se desfazer da casa. E esse é o pontapé inicial para a série de hilárias confusões de Vendo ou Alugo.

O longa da cineasta Betse de Paula chama a atenção pelo humor politicamente incorreto. Na trama, a protagonista não dispensa um baseado. Maria Alice também vende doces para festas eróticas e ainda traduz manuais de armas para os vizinhos traficantes. Além disso, corre o risco de perder o imóvel num leilão.

Ritmo

Com um ritmo ágil, a comédia cativa quem assiste logo no início. Além do carisma de Marieta, o elenco conta ainda com Nathália Timberg, que interpreta Maria Eudóxia, mãe de Maria Alice. Decadente, ela não aceita a condição atual que se encontra e vive do passado. A casa é habitada também pela adolescente Madu (Beatriz Morgana). E ainda por Baby (Sílvia Buarque), que é mãe de Malu. Desapegada, ela filosofa e critica a sociedade com frases cheias de efeito. 

A confusão aumenta nas três gerações de mulheres quando um gringo se interessa pela casa, o que representa uma possível saída para a família. Só que um tablete de maconha, um menor infrator e um pastor evangélico, garantem as trapalhadas. A produção começa muito bem, mas perde um pouco a força da metade para o final. Mesmo assim, se destaca pelos diálogos afiados. Faz rir sem subestimar o público.

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