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Viva

Chega este fim de semana a segunda temporada do espetáculo "Virilhas"

Arquivo Geral

09/04/2014 15h00

O pioneiro da dramaturgia brasiliense, Alexandre Ribondi, trouxe de volta aos palcos da capital o espetáculo “Virilhas”, com novo elenco, em sua quinta montagem. Nesta nova versão, os atores Mário Luz e Paulo Victor Gandra contracenam para falar do fim ou da impossibilidade do amor.

“Virilhas é um espetáculo que pretende ser lírico, violento, amoroso e carregado de mágoas”, define Alexandre Ribondi. Apesar de ser uma história vivida por dois homens, a peça não trata sobre a temática homossexual. O diretor explica que a intenção é “ultrapassar fronteiras, universalizar as experiências vividas, no palco, pelo que se costuma definir como minoria”.

Os atores atuam despidos em um cenário com poucos detalhes. O apartamento, em que acontece a história, está completamente fechado e passa por uma reforma, como a vida dos personagens. Ribondi conta que em cada montagem precisa responder a seguinte pergunta: “Por que o meu personagem, ao acabar a peça, está exatamente como quando ela começou? A sua não-transformação, a sua incapacidade de ver as vantagens de ser outra pessoa servem, ao meu ver, para que o público – ele, sim! – se dê conta da necessidade da transformação”, disse.

 

A peça

Num apartamento ainda em obras, as janelas e as portas foram fechadas a cadeado. Os celulares, jogados pela janela. Lá dentro, dois homens têm vontades opostas: um quer ir embora, esquecer o que aconteceu e o que sentiu. O outro, por acreditar que “um coração nunca se cura do amor”, quer ficar. Durante cerca de 50 minutos, os dois usam todos os recursos que têm, inclusive seus corpos e sua sexualidade, para conseguirem o que querem. É esta a trama da peça Virilhas, escrita por Alexandre Ribondi. As personagens são carregadas de sensualidade, erotismo, solidão e desejos. Juntos, buscam a liberdade, a vingança amorosa, o gozo sexual e a felicidade – mesmo que cada um queira ser feliz à sua maneira.

 

Alexandre Ribondi

Nascido no Espírito Santo, em 12 de dezembro de 1952, mudou-se para Brasília em 1968, quando ainda cursava o ensino médio. Formou-se em Jornalismo na Universidade de Brasília (UnB). Atua no teatro desde 1970, tendo trabalhado com os grandes nomes da cena brasiliense, em obras como “Mandala”, direção de Lais Aderne (1970); “Os Rapazes da Banda”, direção de Dimer Monteiro (1981); “A Mandrágora” (1984) e “Eckhart, o cruel” (1985), sob direção de Ricardo Torres; “O Rei da Vela”, direção de Hugo Rodas, (1986); “Decamerão”, direção de Miriam Virna (2002); “Língua” (1992) e “Viúva, Porém Honesta (1996), dirigidas por Adriano e Fernando Guimarães e Hugo Rodas. 

Trabalhou também, como ator e diretor, em Portugal, França e Alemanha. Sua peça “Abigail É Mais Velha Que Procópio” foi traduzida para o sueco e já teve leitura dramática na Suécia. “Memória da Terra”, um dos contos do seu livro “Na Companhia dos Homens”, foi adaptado para o teatro e está atualmente em cartaz em Portugal.

 

SERVIÇO

Quando: 05 a 27 de abril

Hora: Sábados às 21 horas e domingo às 20 horas.

Onde: Teatro Goldoni – EQS 208/09 sul

Valores: R$40,00 (inteira) R$ 20,00(meia)

Classificação indicativa: 18 anos

*lista amiga: enviando o nome para eventosdesvio@gmail.com com 24 horas antes da sessão o ingresso custa R$ 15,00 (mediante retirada do ingresso com antecedência de 30 minutos da sessão). 

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