Conhecido como “príncipe das letras castelhanas”, Rubén Darío foi um expoente da poesia no século 20, que transcendeu as fronteiras do nosso continente e ganhou o mundo. Na noite do dia 25 de fevereiro, no Instituto Cervantes Brasília, os amantes da literatura e da língua espanhola terão a oportunidade de conhecer mais de perto algumas das obras do nicaraguense que ainda inspira poetas contemporâneos.
O recital será conduzido pela Embaixada da Nicarágua, em homenagem ao centenário de morte de Darío. Às 19h, com acesso livre. Na ocasião, os Correios lançarão os selos da Série Relações Diplomáticas: Brasil – Nicarágua, que celebram os poetas Manoel de Barros e Rubén Darío.
“Azul”, “Prosas Profanas”e”Cantos de Vida e Esperança” foram seus principais trabalhos, os quais influenciaram muitos poetas espanhóis de sua época. Suas obras são caracterizadaspela independência criativa, o refino e a sensibilidade aberta a diversas culturas, próprios do Modernismo, que repercutiram na produção cultural do século passado e na poesia de língua hispânica.
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Rubén Dario nasceu em Metapa, atualmente Cidade Darío, em Matagalpa, na arágua, em 18 de janeiro de 1867. Filho de mãe separada, viveu a maior parte de sua infância na cidade de León, criado por seus tios-avós a quem considerava seus verdadeiros pais. Segundo relata sua autobiografia, Rubén Darío tinha apenas três anos de idade quando aprendeu a ler.
Desde pequeno, recebeu a influência dos clássicos da literatura. “Dom Quixote”, “Mil e uma Noites” e a “Bíblia” são as primeiras obras que inspiraram Darío e seu sentido poético. Ainda adolescente, influenciado pelos poetas franceses, publicou seus primeiros poemas: “A fé”, “Uma lágrima” e “O desengano”.
Aos 13 anos, sua produção literária se tornou pública. O jornalismo foi sua principal fonte de renda. Escreveu para diversos jornais e revistas. Foi correspondente do jornal La Nación, de Buenos Aires, que na época era o maior periódico da América Latina. Também prestou serviços ao diário La Epoca, em Santiago do Chile. Ocupou diversos cargos consulares, em Buenos Aires e Paris, e viajou ao Brasil chegando ao Rio de Janeiro como diplomata, em 1906, representando a delegação nicaraguense na Terceira Conferência Pan-americana.
Cultivou amizade com muitos de seus contemporâneos, entre eles, Horácio Quiroga e Leopoldo Lugones, Juan Ramón Jiménez e Ramón Maria del Valle-Inclán. No Brasil, foi amigo dos escritores Fontoura Xavier, Elisio de Carvalho e José Verissimo, quem o saudou em sessão solene na Academia Brasileira de Letras, em 1912. Antes de suas viagens ao Brasil, Rubén Darío já possuía bom domínio da língua portuguesa, adquirido no estudo do simbolista Eugênio de Castro. Familiarizou-se bastante com nossa história e civilização. Exemplo ilustrativo foi seu belo artigo, de 1891, sobre Dom Pedro II, pouco após seu falecimento.Durante sua carreira diplomática não abandonou nunca a produção literária. O fruto
de suas ambas ocupações se viu refletido em suas obras “A Colón”,”Sonatina”, “O fatal e Canção de Outono e Primavera”. Sua principal obra,”Azul” (1888), é considerada a pioneira do Modernismo latino-americano. É composta de relatos breves e alguns poemas, carregada de sensualidade, erotismo e musicalidade. Seu estilo é celebrado em toda a América Latina e seu legado transcendeu além de nosso continente até se converter em referências da produção literária latino-americana do século 20.
Serviço
Data: 25 de fevereiro
Hora: 19h
Local: Instituto Cervantes Brasília (SEPS 707/907 Lote D Asa Sul),Brasília/DF
Informações: (61) 3242-0603 | http://brasilia.cervantes.es
Entrada franca
Classificação Indicativa Livre