Os cinéfilos de Brasília já podem começar a contagem regressiva. Em setembro, o Cine Brasília (106/107 Sul) vai virar novamente um reduto da sétima arte entre os dias 16 e 23 de setembro, semana em que recebe o 47° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, evento cinematográfico mais esperado do ano. O diferencial, este ano, é a volta ao formato tradicional, sem separação de gênero entre as categorias. O formato utilizado nos três últimos anos, que era fortemente criticado por destoar da maioria das curadorias Brasil afora, foi abandonado.
A edição homenageará os cineastas Eduardo Coutinho e Glauber Rocha, o festival aumentou a premiação para R$ 610 mil e seguirá promovendo a descentralização das exibições para as regiões administrativas.
Dos 612 filmes inscritos, seis longas-metragens e 12 curtas-metragens nos gêneros ficção, animação e documentário foram escolhidos. Representando Brasília, o longa Branco Sai, Preto Fica, do diretor Adirley Queirós. Brasil S/A, de Marcelo Pedroso; e Ventos de Agosto, de Gabriel Mascaro, provam que a força do cinema pernambucano segue de vento em pompa. “Para enriquecer esta edição, entraram filmes de várias regiões do Brasil”, na coletiva realizada ontem para anunciar os filmes selecionados.
A capital também está bem representada nos curtas, com o documentário Crônicas de Uma Cidade Inventada, de Luísa Caetano.