O grupo britânico Deep Purple achou uma fórmula que revolucionaria não apenas o rock’n’roll da Inglaterra, mas de todo
o mundo. Pioneira no estilo heavy metal e no hard rock, a banda inovou ao incorporar elementos da música clássica, do rock progressivo e do blues em suas canções, o que rendeu 100 milhões de álbuns vendidos. Após 17 anos, eles voltam a capital federal em show hoje, às 21h, no Net Live (Setor de Hotéis de Turismo Norte).
Brasília foi a cidade escolhida para abrir a turnê brasileira de Now What?, último e 19º álbum do grupo. O disco é de 2013 e veio para quebrar com força um hiato de oito anos. Antes, o mais recente CD até então lançado pela banda tinha sido Rapture of the Deep.
O novo trabalho tem 11 faixas e um estilo que remete ao rock progressivo e ao auge do grupo, na década de 70. O sucesso imensurável pode ser observado na rápida repercussão. Foram vendidas mais de 4 mil cópias nos Estados Unidos uma semana após o lançamento.
Aclamado
O álbum foi consagrado pela crítica tanto pelo requinte, pela finesse dos arranjos e ainda pela bela homenagem ao pianista, compositor e um dos fundadores da banda, Jon Lord. O músico faleceu em 2012 e ganhou duas canções: Uncommon Man e Above And Beyond.
Agora, os fãs brasilienses podem vibrar. Além de conferir e conhecer essas 11 faixas, a apresentação de hoje promoverá uma volta ao passado. Clássicos eternizados como Smoke on The Water, Hush, Highway Star, Perfect Strangers, dentre outros, estarão no show.
Fãs se preparam
Músico e fanático pela banda desde criança, o brasiliense Samuel Rosa, 27 anos, tem todos os álbuns do Deep Purple. Desde o inaugural Shades Of Deep Purple, de 1968, até o recém-lançado Now What? . Além da coleção que mantém na prateleira, Samuel veste a camisa da banda e é com ela que ele vai hoje curtir o show. “Sou fã mesmo. O Deep Purple consegue fazer uma sinfonia em suas canções. Estou ansioso para o show”, declara.
O Deep Purple, que já teve várias formações, agora chega com Don Airey, nos teclados; Steve Morse, na guitarra; Ian Gillan, no vocal e na percussão; Roger Glover, no contrabaixo; e Ian Paice, na bateria.
E já que o dia é de rock’n’roll na veia, a banda Rock’n’Roll Circus fará um show de abertura. O grupo formado por Rafael Cury, no vocal; Vitor Fernandes, na guitarra; Marcelo Marssal, no contrabaixo; Gleisson Chaves, na guitarra; Anderson Nigro, na bateria; e Romélio Lustoza, nos teclados; há mais de dez anos toca em shows pela cidade e pelo Brasil. Agora, é com muita emoção que eles vão abrir a apresentação dos ídolos.
Sonho
“É mais que a realização de um sonho. Sempre tocamos músicas do Deep Purple. Mas claro que deixaremos para eles tocarem. Vamos tocar outros clássicos do rock’n’roll como Rolling Stones e Jimi Hendrix”, comemora o guitarrista Gleisson.